Há alguns dias uma notícia tem chamado a atenção, especialmente dos pais, nas redes sociais: o surto de uma síndrome chamada ‘Mão, Pé e Boca’, que se manifesta por meio de vírus, com bolhinhas nas mãos, pés e boca – por isso o nome da doença. Apesar de já ser velha conhecida dos pediatras, a maioria dos pais não têm conhecimento deste vírus e acaba se assustando quando os filhos aparecem com os sintomas. Foi o que aconteceu nesta semana no município de Ermo.

Na tarde desta quarta-feira, 15, a reportagem do Grupo W3, recebeu a ligação do pai de um dos alunos do CEI Picapau Amarelo, no município de Ermo, informando sua preocupação com o suposto surto de uma doença, que estaria atingindo as crianças e geraria, inclusive, o cancelamento das aulas.

Para obter mais informações, a reportagem entrou em contato com o secretário de Educação do município, Maicon Emerim, que esclareceu o assunto. “O que acontece é que três crianças do CEI apresentaram os sintomas desta síndrome, a diretora me procurou e nós conversamos com a equipe da secretaria de Saúde, para nos informarmos sobre como proceder. A orientação repassada foi de que deveríamos higienizar todas as salas, brinquedos e utensílios da creche, para evitar que outras crianças peguem a doença”, explica.

Segundo a diretora do CEI, Noeli Nola Marcon, diante da situação, a decisão tomada em comum acordo pelas secretarias foi de que o Centro de Educação seja fechado na próxima sexta-feira, 17, para higienização. “Assim que percebemos os sintomas nestas crianças, procuramos o secretário para que pudéssemos tomar as providências cabíveis e necessárias. Também conversamos com os pais e responsáveis destas crianças, sobre como eles deveriam proceder, bem como encaminhamos um comunicado a todos os pais do CEI, informando que tivemos alguns casos da síndrome e que no final da semana fecharíamos a creche para imunização de todos os ambientes”, informa.

A doença

A doença mão-pé-boca é transmitida pelo vírus cosxackie, da família dos enterovírus (que normalmente habitam o sistema digestivo). A síndrome leva esse nome pois sua característica é a presença de feridas avermelhadas na planta dos pés, mãos e interior da garganta.

De acordo com o infectologista Claudio Gonsalez, a doença mão-pé-boca é uma síndrome altamente contagiosa e mais frequente em crianças de até cinco anos de idade, embora possa afetar também adultos.

Sintomas

Os primeiros sintomas da doença mão-pé-boca são febre de 38 a 39 graus e dores de garganta. Após dois dias, aparecem lesões (feridas avermelhadas) na região dos pés, mãos e interior da garganta, que podem ou não se espalhar para as coxas e nádegas. Em alguns casos a criança não apresenta sintomas aparentes.

Se o quadro for mais grave, as lesões podem se transformar em pústulas ou bolhas, que estouram depois de seis dias. Por conta das lesões no fundo da garganta, o paciente também sente dificuldade de engolir líquidos ou alimentos.

Tratamento de Síndrome mão-pé-boca

O tratamento da doença mão-pé-boca é feito com medicamentos anti-inflamatórios ou, se o quadro for grave, medicamentos antivirais. É importante oferecer ao paciente muito líquido, de preferência em temperatura baixa, e evitar a ingestão de alimentos muito quentes, ácidos ou condimentados – que podem acentuar as dores na garganta.

Em geral, a doença mão-pé-boca desaparece sozinha dentro de cinco e sete dias. Após a melhora dos sintomas, o paciente adquire imunidade ao enterovírus 71, não sendo contaminado novamente.

Fonte: Com informações: minhavida.com.br // Foto: Jornal O Celeiro