A primeira Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica- CPRE foi realizada no Hospital Regional de Araranguá e atenuou o sofrimento de um paciente que corria risco de morte.

A inovação continua fazendo parte da rotina do Hospital Regional de Araranguá que agora sob a gestão do Instituto Maria Schmitt vive uma nova fase, marcada por avanços e conquistas. Um exemplo claro dessa evolução foi a realização da primeira Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica- CPRE na unidade hospitalar.

O procedimento é realizado - sem incisões cirúrgicas - em casos de cálculos impactados no canal biliar principal, evitando cirurgias convencionais com maior risco de complicações. Além disso, possui alta taxa de sucesso, promovendo uma recuperação bem mais rápida.

Diante do alto custo, o procedimento só foi possível pois os equipamentos foram emprestados pelo Hospital Regional de São José, mas que já estão sendo providenciados pela atual gestão do HRA.

Tal procedimento possibilitou a retirada de cálculo no canal biliar principal, que causava ao paciente infecção generalizada e icterícia (o amarelão), sob risco de morte caso não houvesse sua remoção.

Segundo Dr. Robson Schmitt, presidente do IMAS, o crédito é todo do corpo clínico. “A ideia foi do Dr. Julio Cechinel e com o apoio da Dra. Cíntia Scherer que acreditou na possibilidade de execução no Hospital Regional de Araranguá e então decidimos viabilizar. O mérito é todo deles e principalmente do Dr. Rafael Ostermann que realizou o procedimento de forma exemplar e em tempo recorde, ocorrendo tudo perfeitamente bem,” explicou.

Dr. Robson explica ainda que caso o paciente não tivesse sido submetido a este procedimento, o índice de mortalidade aumentaria em 10 vezes. “Diagnosticamos a necessidade desse procedimento ao meio dia, corremos atrás do equipamento e o procedimento iniciou às 23h e terminou às 00h30 de ontem, dia 27. Ficamos muito empolgados por conseguir realizar procedimentos tão complexos em tão pouco tempo atuando no HRA, é gratificante trabalhar com uma equipe tão dedicada, disposta e motivada,” finalizou.

Na opinião do médico Dr. Julio Cechinel, o procedimento foi um marco para o hospital e para as cidades da Amesc especialmente Araranguá, cujas filas cirúrgicas continuam diminuindo e logo toda região alcançará níveis excelentes para saúde pública.

De acordo com Dr. Rafael Ostermann, especialista em cirurgia do aparelho digestivo e endoscopia digestiva, a CPRE é uma das modalidades de endoscopia mais complexas que existe, e tem por objetivo tratar doenças que afetam os canais biliares, fígado e o pâncreas. “Uma dessas doenças é a presença de cálculos que geralmente saem de dentro da vesícula biliar e se alojam no canal biliar principal, essa é uma condição infrequente mas que pode gerar complicações como por exemplo infecção nos canais biliares, levando os pacientes pra UTI e um dos tratamentos, talvez o principal deles, seja a retirada endoscópica desses cálculos do canal biliar principal, e foi exatamente isso que foi feito. O procedimento é feito sem cortes, não é um processo cirúrgico convencional, e foi fruto do esforço de clínicos, intensivistas, cirurgiões e equipe de enfermagem sendo realizado com êxito. O paciente está estável e por essa razão consideramos que foi um marco a realização desse tipo de procedimento, que nunca havia sido feito no HRA, ficamos muito felizes por estar a frente deste evento marcante para história do hospital e do IMAS,” explicou.

Fonte: Morgana Vieira