Testemunhar, em um vídeo, o desenvolvimento de uma semente que em minutos se torna uma planta, mais que um conteúdo de uma aula de ciências, pode emocionar crianças de terceiro ano, que têm, em média nove anos de idade. "Um dos alunos foi às lágrimas, emocionado, e não faltaram outros com os olhos brilhando", relata a pedagoga Rosilaine Magagnin, em sua sala de aula, na Escola Municipal Nivaldo José Rosa, em Maracajá, na qual cada aluno tem seu próprio tablet, doado pela administração municipal para ser usado durante as aulas.

Especializada em séries iniciais, educação infantil e educação especial e mestranda em Tecnologia da Informação e Comunicação da Educação, no campus da UFSC em Araranguá, Roselaine pratica, em parte, sua pesquisa acadêmica em sala de aula, acompanhada de um acadêmico do mesmo curso da UFSC, que atua como estagiário, especialmente na solução de questões ligadas ao funcionamento e operacionalização dos equipamentos. O trabalho dos dois se dá por uma parceria formada entre a administração municipal de Maracajá e a coordenação do curso da universidade federal em Araranguá.

A evolução desta parceria, agora, é a criação de um espaço virtual na página do RExLab da UFSC, que conta atualmente com uma rede de 12 Universidades (RexNet) em cinco países. Um de seus objetivos é atender a necessidade de apropriação social da ciência e da tecnologia, popularizando conhecimentos científicos e tecnológicos, estimulando os jovens a inserirem-se nas carreiras científico-tecnológicas.

Além disto, a rede tem a proposta de buscar iniciativas que integrem a educação científica ao processo educacional, promovendo a melhoria devido à atualização/modernização do ensino em todos os seus níveis, enfatizando ações e atividades que valorizem e estimulem a criatividade, a experimentação e a interdisciplinaridade.

Neste ambiente virtual a professora Rosilaine, aluna da disciplina Tópicos Especiais em Tecnologia Educacional do mestrado da UFSC de Araranguá está aplicando seu conteúdo de ciências aos alunos dos terceiros anos da Escola Nivaldo José Rosa. "O conteúdo sobre plantas ficou mais atrativo com a implantação da tecnologia, os alunos acessando no seu tablet o ambiente da disciplina conheceram todo o planejamento do professor", relata.

Vídeo explicativo, atividades on line, textos, imagens, entre outras ferramentas, que permitem o aluno autonomia na aprendizagem. "O início do trabalho em sala de aula foi um sucesso, os alunos se adaptaram rapidamente a tecnologia proposta no planejamento, além de aprender, interagir, notou-se alunos emocionados, com lagrimas nos olhos, isso é muito gratificante para o professor", enfatiza a pedagoga.

O estagiário Eric Pereira, que auxilia a professora neste trabalho, relata que é este o objetivo desta parceria da UFSC com a educação de Maracajá. "O desafio é o aluno compreender que a tecnologia aliada à aprendizagem possibilita maior liberdade de conhecimento adquirido com a autonomia", ilustra. Segundo o estagiário, "o trabalho ainda não acabou, os alunos poderão acessar através do ambiente de aprendizagem o laboratório virtual usando o microscópio remoto na RExLab, conhecendo, analisando diferentes tipos de folhas e sementes, algo que para ele é intrigante e entusiasmador".

"É este o cenário que esperávamos presenciar e ele está vindo muito mais cedo que imaginávamos", avalia o prefeito de Maracajá, Arlindo Rocha, que em seu projeto de governo para o município, se eleito fosse, disponibilizaria um tablet para cada um dos mais de 700 alunos do ensino básico da cidade. O compromisso foi cumprindo neste segundo ano de governo, utilizando apenas recursos próprios. "Estamos preparando uma nova geração de cidadãos e a educação é fundamental neste processo", resume.

"A parceria com o curso de Tecnologia da Informação e Comunicação e com o RExLab do Campus de Araranguá da Universidade Federal de Santa Catarina, foi fundamental para que o projeto dos tablets nas escolas se constituísse em avanço significativo e histórico para a educação de Maracajá", enfatiza a diretora do Departamento Municipal de Educação, Cristiane Sant´Ana, somando à parceria os esforços da administração e dos profissionais de educação do município que aderiram com vigor à proposta.

Fonte: Prefeitura de Maracajá