O mês de agosto inicia com uma campanha especial, voltada à área da Saúde, mas que abrange muito mais do que isso. Estamos falando de um dos atos mais bonitos na vida de uma mulher, a amamentação – que além de alimento, transfere amor e segurança ao bebê.

Hoje, 1º, é Dia Mundial da Amamentação, mas a conscientização sobre o tema segue durante todo mês, por meio da campanha intitulada Agosto Dourado. Para falar sobre o assunto, a reportagem do Grupo W3 conversou com uma mãe que está no início da amamentação. Valéria Gava Da Rolt fala sobre os desafios e benefícios de amamentar o pequeno Ângelo, de apenas 18 dias. Confira:

Amamentar está sendo fácil ou difícil para você?

Ângelo está com 18 dias hoje e cada dia está sendo mais fácil. Os primeiros dias eu defino como difícil, até porque sou mãe de primeira viagem e no primeiro contato precisamos nos conhecer e nos descobrir juntos.

Como foi a primeira vez?

É um encontro com o desconhecido, na gestação nos preparamos para recebê-lo e acabamos nos esquecendo de nos preparar para amamentar. Meu peito machucou, meu leite demorou a descer e no hospital mesmo me ofereceram para introduzir “fórmula”, mas eu recusei e continuei insistindo.

Foi como você esperava?

Não, eu esperava que fosse natural o ato da amamentação, mas não é, precisamos nos conhecer, ter muita paciência, amor, apoio, este em especial da família para não desistir.

Você tem uma 'meta' de até quando pretende amamentar?

Quero ir pelo menos até os seis meses de vida. Criamos uma conexão na barriga por nove meses, conseguir manter essa mesma conexão é maravilhoso para nós.

Você optou pela livre demanda ou segue horários determinados? E por quê?

Livre demanda. Como eu disse na pergunta anterior, essa conexão ainda é muito forte entre nós dois. Ainda somos apenas um, até eu não entender os motivos pelo choro, colocá-lo no peito traz acalento e proteção.

Na sua opinião, as mães devem amamentar os filhos porque:

Porque amamentação é maravilhosa, além dos benefícios para a saúde do meu filho, nos sentimos únicas, forte e capazes de tudo quando alimentamos nossos filhos no peito.

Ministério da Saúde lança Campanha de Amamentação

Com o slogan Amamentação é a Base da Vida, a nova campanha de aleitamento, lançada na última semana, reforça a importância do leite materno para o desenvolvimento das crianças até dois anos e exclusivo até os seis meses de vida, orientação preconizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Além de reduzir em 13% a mortalidade por causas evitáveis em crianças menores de cinco anos, a amamentação materna também reduz casos de diarreia, infecções respiratórias, hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade.

Para o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, é preciso incentivar a amamentação assim como a doação de leite também. “Quanto mais tempo as crianças são amamentadas, mais elas adquirem resistência às doenças. A mulher que amamenta tem benefícios para sua saúde. Peço que as mães além de amamentar, que também doe leite, que é fundamental para crianças que necessitam de leite materno. Estamos trabalhando para ampliar o número de salas de amamentação nas empresas e dentro dos nossos serviços de saúde”, destacou o ministro.

Entre as principais dificuldades para a amamentação exclusiva, atualmente, estão o posicionamento incorreto, insegurança quanto à quantidade de leite produzido, introdução de chupetas e mamadeiras, falta de apoio da família e retorno ao trabalho. Por este motivo, a campanha é um importante instrumento para sensibilizar a sociedade quanto aos benefícios do leite materno no desenvolvimento saudável da criança. Segundo OMS e UNICEF, cerca de seis milhões de crianças são salvas a cada ano com o aumento de taxas da amamentação exclusiva até o sexto mês de vida.