Repensar o destino do lixo em Criciúma. Esse foi um dos objetivos do 1º Seminário de Gestão de Resíduos Sólidos que ocorreu nesta quinta-feira (26) no Salão Ouro Negro do Paço Municipal Marcos Rovaris. Na busca de se tornar uma cidade mais sustentável, Criciúma recebeu profissionais de Chapecó e Itajaí que compartilharam suas experiências. Também foi discutido durante todo o dia, o papel do cooperativismo, as iniciativas na área da educação, soluções para a coleta, separação, transporte e destino final dos resíduos.

Em Criciúma, são produzidas quase 5 mil toneladas de lixo por mês, dessa quantidade apenas 40 toneladas são recicladas, ou seja, menos de 2% do total produzido. Existem três tipos de resíduos: o reciclável, o orgânico e o rejeito. O resíduo reciclável pode ser dividido em papel, plástico, metal e vidro, que vai para os catadores ou para o caminhão de coleta seletiva. O lixo orgânico vai para compostagem e o rejeito, que não pode mais ser reaproveitado, para a coleta convencional.

Em Chapecó, o Plano de Resíduos Sólidos foi construído em união com os catadores de material reciclável com metodologia participativa e não terceirizada. O projeto passou por etapas como mobilização social, diagnóstico da situação da cidade, legislações aplicáveis, planejamento de ações, diretrizes, estratégias, ações e metas, e agora execução do plano nos últimos seis anos. Atualmente são 13 associações de catadores, distribuídas em 10 bairros da cidade.

A cidade de Itajaí trabalha com duas cooperativas com mais de 30 coletores, que buscam tirar os catadores das ruas transformando-os em coletores de material reciclável. O encaminhamento correto dos dejetos foi algo trabalhado desde a escola até o grupo de idosos da cidade.

Para a presidente da Fundação do Meio Ambiente (Famcri), Anequésselen Bitencourt Fortunato, é de extrema importância que o Governo do Município esteja preocupado com a melhoria na gestão de resíduos na cidade. “Conhecendo essas experiências de sucesso das cidades vizinhas vai nos ajudar muito a aplicar dentro do nosso município projetos eficazes”, acrescentou.

Segundo o diretor do Fundo de Saneamento Básico (Funsab), Luiz Selva, atualmente Criciúma tem duas cooperativas com menos de 20 associados e muitos catadores que trabalham de forma individual. O objetivo é que o cooperativismo seja estimulado. “Nós vamos organizar tudo aquilo que nós já temos. Queremos trabalhar muito com a educação ambiental e envolver a iniciativa privada nisso tudo”, explicou.

 

Fonte: Prefeitura de Criciúma