A gestão do Hospital Regional de Araranguá, feita pelo Ideas, recebeu a primeira crítica em poucos mais de um mês à frente da administração da unidade hospitalar. Um médico pediatra ligado ao Instituto Ideas, foi acusado de ter feito um atendimento equivocado.

Uma postagem foi feita nas redes sociais da família, lamentando a situação. Acompanhe:

Desabafando… No último sábado, dia 03/02, meu filho de 6 anos, sentiu fortes dores abdominais. Levei ele ao Hospital São Judas Tadeu, de Meleiro, onde fomos super bem atendidos pelo Dr. “fulano”. Depois de realizar alguns exames foi diagnosticado um quadro de apendicite. De imediato, este médico entrou em contrato com o pediatra plantonista do HRA (Hospital Regional de Araranguá), em seguida nos encaminhou para o mesmo, em posse de uma carta de transferência, explicando os motivos e solicitando avaliação cirúrgica. Chegando no HRA, fomos atendidos pelo pediatra Dr. “fulano”, que, com deboche, disse que o colega do Hospital São Judas Tadeu é muito exagerado e que “meu filho” tinha apenas gases. Receitou Luftal e nos mandou embora. No dia seguinte “meu filho” continuou com muita dor e febre. Então na segunda feira, fui ao posto de saúde do meu bairro, levei os exames, e a enfermeira encaixou uma consulta com o pediatra Dr. “cicrano”, que nos atendeu em seguida e nos encaminhou novamente ao HRA, chegando lá, o pediatra de plantão era o mesmo que estava no sábado (aquele que disse que meu filho tinha só gases), ele então, sem ao menos examinar “meu filho”, disse que era infecção na garganta. Como assim? Infecção na garganta dá dor abdominal? Receitou 3 injeções e dispensou. Insatisfeita com tal diagnóstico, resolvi marcar uma consulta com um pediatra de confiança, o “beltrano”, que solicitou um ultrassom e confirmou o diagnóstico de apendicite aguda e por sua vez nos encaminhou ao HRA. No plantão, ainda estava o Dr. “fulano”, e mesmo com os exames em mãos, disse que estavam errados, que não era apendicite, (aquela ladainha de quem não está nem aí pra nada). Com cara de poucos amigos, enviou foto dos exames ao cirurgião, insistiu que o menino não tinha nada e que o cirurgião teria a mesma opinião. Pra nossa sorte, terminou o plantão do tão atencioso Dr. “fulano”, e outro pediatra assumiu. O “meu filho” foi internado e a cirurgia foi feita no dia seguinte por um cirurgião e foi bem sucedida. Hoje dia 07/02, o “meu filho” voltou pra casa e está se recuperando, graças a Deus. Eu lamento muito, porque se não fosse a falta de vontade do tal pediatra, meu filho não teria sofrido tanto”, sendo que a mãe finaliza o post, fazendo agradecimentos e citando os nomes dos médicos que a atenderam bem e repudia o pediatra que não aceitou nenhum dos diagnósticos apresentados pelos colegas de profissão.

A reportagem não conseguiu entrar em contato com a mãe da criança de 6 anos de idade. Por isso, preferimos não divulgar o nome.

A nossa equipe entrou em contato com o diretor do Instituto Ideas, Roberto Benedetti. E ele afirmou que não existiam dados clínicos para fazer o diagnóstico na primeira consulta e que na segunda pediu ajuda do cirurgião pediátrico e tudo foi resolvido.

Ele ainda salientou que a criança teve seu problema resolvido dentro do HRA por um serviço que estava desativado Só ali no final.

desativado - já que a gestão anterior não tinha mais cirurgião pediátrico. "Então vale a pena frisar que este fato evitou o transporte da criança para outra cidade", finaliza.