As mamães de plantão conhecem melhor do que ninguém a sensação desconfortável, de estar fazendo o bebê dormir e ser interrompida por um carro de som. Mas não são só elas que são prejudicadas, e sim toda a população, já que a cada dia que passa aumenta o número de carros de publicidade e daqueles que curtem um “sonzinho” mais alto.

“O problema não é a propaganda, a música, o problema é o volume disso”, afirma uma leitora em mensagem nas redes sociais do Grupo W3. Após diversas mensagens como esta, a reportagem, resolveu conversar com o órgão responsável, quando o assunto é poluição sonora.

Hoje quando se fala em som alto, logo vêm três possibilidades na mente: uma é as casas de shows que oferecem música ao vivo e que muitas vezes extrapolam o permitido, o som automotivo, instalados em veículos particulares e os carros de publicidade.

Tudo o que passa dos limites é considerado um crime ambiental, mas em alguns casos a fiscalização não é somente da Fundação Ambiental do Município de Araranguá (FAMA), afirmam o superintendente da FAMA, Luis Leme e o Fiscal Ambiental, Felipe Souza. “Atendemos muitas denúncias, referente a estabelecimentos que oferecem música ao vivo e que em algumas situações ultrapassam os limites. Já a questão de som automotivo, de propriedade particular, a Polícia Militar também é responsável pela fiscalização, inclusive a lei dá possibilidade de serem multados. Mas quanto aos carros publicitários, recebemos denúncias e fiscalizamos”, frisaram.

Em casos de carro de som, que circulam fazendo propaganda, a FAMA é responsável pela fiscalização. “Normalmente quando recebemos essa reclamação, vamos a fundo e fiscalizamos se realmente acontece este problema. Nós temos como medir o volume, mas é preciso que a pessoa especifique alguns detalhes do veículo, como placa, empresa, pois no momento da denúncia o carro pode estar em um local e até a equipe se deslocar para lá, pode estar em outro. Já no período noturno, como trabalhamos em horário comercial, o mais adequado é que a população acione o 190”, afirmou Felipe.

Há uma tabela que delimita o volume de decibéis para um veículo circular. “Nós possuímos o decibelímetro, que mede isso, mas sempre temos conosco a tabela, já que em cada área tem seu limite de volume. Caso realmente seja constatado, notificamos. Se voltar a acontecer encontramos uma forma de banir isso”, frisou o superintendente.

O fiscal ambiental ainda dá uma orientação para esses veículos publicitários. “A maioria já deve saber, mas vale ressaltar que ao passar em frente a hospitais, igrejas, órgãos judiciais, o volume da propaganda deve ser abaixado. Tudo é uma questão de bom senso e é preciso que se tenha, para evitar problemas”.

A reclamação pode ser feita diretamente na FAMA, localizada na Rua Orlando Turatti, 835 - Cidade Alta, das 13h às 19h. Ou pelo contato: (48) 3903-1879

População opina

Qual a sua opinião sobre os carros de som?

“Atrapalha muito, tira muitas vezes o sossego de uma família, que só tem um momento para descansar”, Rosimeri Santos.

“Eu moro no Centro e acredito que esses carros publicitários passam somente em temporadas fixas, como o Natal. Durante o ano, não há tantos carros com essas propagandas passando pela área central. Acredito que não atrapalha tanto, poderia ser pior” – Jefferson Medeiros.

“É muito complicado conviver com o volume alto destes veículos, atrapalha as famílias que querem assistir um filme, ou mesmo conversar. Além disso, há casas que possuem crianças e idosos doentes” - Elizabete Ramos.

Confira a tabela:

Tipo de área
Diurno - 07h – 19h
Noturno 19h-07h

Área de Sítios e Fazendas
40 decibéis
35 decibéis

Áreas estritamente residencial urbana ou de hospitais e escolas
50 decibéis
45 decibéis

Área mista, predominante residencial
55 decibéis
50 decibéis

Área mista, com vocação comercial e administrativa
60 decibéis
55 decibéis

Área mista, com vocação recreacional
65 decibéis
55 decibéis

Área predominante Industrial
70 decibéis
60 decibéis

Fonte: Fotos: Miguel Silveira