A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizou a cerimônia de premiação do 27º Seminário de Iniciação Científica e do 7º Seminário de Iniciação Científica do Ensino Médio da UFSC, na Sala dos Conselhos, na última semana.

No 27º SIC foram selecionados sete alunos de graduação, dois de cada grande área do conhecimento – Elba Marina Miotto MujicaJullia Jacques (Ciências da Vida), André Luiz Alcantara OstrufkaLucas Mellos Carlos (Ciências Exatas e da Terra), Blenda Emanuelle Da Trindade e Helena Bressan Carminati (Ciências Humanas e Sociais, Artes e Linguagens) –
e um do programa de Iniciação Tecnológica e Inovação – PIBITI, Maiara Marques Da Silva. No 7º SIC-EM foi selecionado o trabalho melhor avaliado nas apresentações, de Maria Eduarda Pereira Damas.
Lucas Mellos Carlos é aluno do curso de Tecnologias da Informação e Comunicação do Campus Araranguá. Orientado pela professora Simone Meister Sommer Bilessimo ele desenvolveu o projeto com o título: “Desenvolvimento e implantação de um modelo de acesso exclusivo no gerenciamento de recursos laboratoriais remotos”. Segundo Lucas, o destaque é para a experimentação remota. “A ideia principal é a de proporcionar um ambiente educacional que pudesse integrar ambiente virtual de ensino e de aprendizagem através da disponibilização de conteúdos didáticos abertos online, acessados por dispositivos móveis e complementados pela interação com experimentos remotos. O fator diferenciador e inovador do projeto, sem dúvida, reside na experimentação remota móvel”. Destaca o acadêmico que, junto com sua orientadora, fazem parte do RExLab(Laboratório de Experimentação Remota); 

Como prêmio, os alunos de graduação ganharam inscrição e passagens de ida e volta para apresentarem os seus trabalhos na Jornada Nacional de Iniciação Científica (JNIC) 2018, que ocorrerá durante a 70ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), e uma bolsa de R$ 800, destinada a  auxiliar nos custos de hospedagem e alimentação durante o evento. A JNIC 2018 será realizada de 22 a 28 de julho de 2018, no campus da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), em Maceió, AL, com o tema “Ciência, Responsabilidade Social e Soberania”.  Já a premiação de Maria Eduarda foi um notebook.

O reitor da UFSC, Ubaldo César Balthazar, manifestou alegria em realizar a sessão e em premiar os pesquisadores e seus orientadores. “O trabalho numa universidade pública e federal passa por despertar no jovem o interesse pela pesquisa. A UFSC investe mais de R$ 1 milhão, anualmente, em bolsas de iniciação científica, mas é pouco. Pode parecer muito aos técnicos do Banco Mundial, mas deveríamos investir muito mais. Precisamos desmentir este discurso de que gastamos demais. Nós investimos pouco, já que produzimos muito mais pesquisa e extensão do que as universidades privadas, além do ensino”.

O Pró-Reitor de Pesquisa da UFSC, Sebastião Soares, destacou que a UFSC tem pouco mais de 800 bolsas de iniciação científica e que cerca de 480 são financiadas pelo CNPq – o restante é da própria UFSC. “A partir da iniciação científica, o aluno desperta para a academia e a ciência: tem duas vezes e meia mais probabilidade de sucesso num mestrado, e duas vezes, no doutorado, além de favorecer a inserção no mercado de trabalho”. Ele também comentou que os programas de iniciação científica são muito importantes diante das dificuldades que a UFSC tem passado. Sebastião também lembrou da mudança da apresentação dos trabalhos: de pôsteres para vídeos em até cinco minutos (alguns disponíveis no YouTube), o que amplia a necessidade do poder de síntese dos estudantes.

Fonte: Comunicação Institucional - Universidade Federal de Santa Catarina