Para as crianças, brincadeira é coisa séria. É um direito garantido por lei, ainda que nem todas consigam exercê-lo. Um dos motivos talvez seja pouco conhecido: muitos brinquedos não são acessíveis às crianças com necessidades especiais. Desenvolver brinquedos acessíveis é um dos objetivos do Grupo de Pesquisa em Acessibilidade e Tecnologias Assistivas (Gpeata), do Câmpus Araranguá do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). E o grupo está precisando de doações de brinquedos para ampliar suas pesquisas.

Os brinquedos devem ser movidos a pilha, possuir um botão de liga e desliga e estar funcionando. Podem ser carrinhos, bonecas, instrumentos musicais, ou qualquer outro brinquedo com estas características. Eles podem ser doados tanto no Núcleo Pedagógico do Câmpus Araranguá quanto na Apae da cidade e na Rádio Araranguá.

“Existem poucos brinquedos acessíveis. Nossos protótipos são brinquedos eletrônicos que tenham acionamento por meio de um botão externo, dando liberdade para a criança que não tem movimentos tópicos para conseguir acessar [o botão]. Estamos tentando desenvolver brinquedos de uma forma economicamente acessível”, explica a professora Ivani Voos, uma das integrantes do grupo de pesquisa.

Tecnologias Assistivas são recursos e serviços que visam a ampliar as habilidades e facilitar o desenvolvimento de atividades diárias por pessoas com deficiência. O grupo de pesquisa criado em 2016 vem realizando um trabalho de formação de professores e desenvolvendo materiais que possam ser replicados pelas escolas de Araranguá.

Os brinquedos desenvolvidos pelo grupo estão sendo testados com crianças que frequentam a Apae de Araranguá. O grupo vem realizando reuniões com os pais, para explicar os objetivos do projeto, e já levou para testes uma Kombi de brinquedo, adaptada para crianças especiais. “É muito evidente a realização da criança em poder controlar o brinquedo e ter autonomia para brincar, sem ninguém fazendo algo por ela”, diz Ivani.

O Câmpus Araranguá do IFSC fica na Avenida XV de Novembro, 61.

Fonte: Daniel Cassol