O processo de outorga da água para a irrigação pode gerar dúvidas e preocupação entre os agricultores. No entanto, é um instrumento de gestão necessário para garantir o recurso em quantidade e qualidade para essa e as futuras gerações. Por isso, com objetivo de esclarecer e responder questionamentos sobre o assunto, técnicos da Diretoria de Recursos Hídricos da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (SDS) estiveram reunidos com produtores nesta segunda-feira, 3, na sede da Epagri, em Araranguá.

Em sua maioria, os agricultores concordam que o processo de outorga é necessário para organizar a retirada de água dos rios. “Hoje nem todos os produtores sabem quantos usuários e o montante de água que existe disponível. Não podemos nos esconder perante a preservação em função de uma necessidade. Acredito que tudo que vier para racionalizar o uso dos recursos hídricos é importante. No entanto, nos preocupamos com o valor dessa nova cobrança, e esperamos que seja possível debater mais a respeito desse ponto”, argumenta o presidente da Cooperativa Turvense de Irrigação (Cootil) e produtor rural, Rogério Bardini.

Já o diretor de Recursos Hídricos da SDS, Bruno Beilfuss, explica que o processo já prevê um tratamento diferenciado em relação à complexidade do processo para os diferentes tamanhos de produção, mas que novos pontos podem ser debatidos. “O encontro desta segunda foi positivo porque quase todas as entidades afetadas na bacia estiveram presentes e contribuíram. Acredito que essa outorga para irrigação possa ser implantada com bastante tranquilidade se todos estiverem focados nas melhorias que o projeto trará para a sociedade como um todo”, completa.

Comitê é parceiro

Neste momento, o Comitê Araranguá e Afluentes do Mampituba está aberto para esclarecimento de dúvidas sobre o processo de solicitação de outorga para os produtores da Bacia do Rio Manoel Alves, que abrande as cidades de Morro Grande e parte de Meleiro. “Estamos auxiliando o Estado neste importante momento para garantir que todos os agricultores consigam água para suas produções e manter a vazão ecológica necessária para preservação dos rios”, afirma o presidente do Comitê, Sérgio Marini.

O encontro foi realizado em parceria com o Comitê Araranguá e Afluentes do Mampituba, Epagri Ciram, Associação Catarinense de Irrigação e Associação de Proteção das Águas do Rio Araranguá (AGUAR).