Na década de 80, surgiu no país uma grande epidemia, o chamado vírus HIV, vulgo AIDS, incurável e preocupante. Na época, a doença levou muitas pessoas a morte, tendo em vista que era algo surpreendente e que de repente apareceu e apavorou muitos brasileiros.

Após esse surto a Presidência da República por meio do Ministério da Saúde, começou a realizar uma intensiva campanha de conscientização sobre este vírus que é transmitido por meio de relações sexuais, com penetração ou oral e por meio do contato sanguíneo com alguém que o possua.

Na cidade de Araranguá, com o passar dos anos, a conscientização também começou a ser realizada. Hoje na Cidade das Avenidas, segundo um levantamento da Secretaria de Saúde, existem 290 pacientes contaminados pelo vírus, deste número, 20 casos foram confirmados em 2016, afirma a enfermeira que coordenadora do programa DST e AIDS, Tiane Ramos. "Hoje temos 290 pacientes sendo acompanhados pela secretaria de Saúde, esse não é número exato que têm essa confirmação na cidade, pois muitas vezes quem possui o vírus procuram fazer o tratamento em outro município, por ter medo do preconceito. Somente nesse ano 20 novos casos foram confirmados".

Atualmente o município fornece testes para essa descoberta, no SAE (Serviço de Atendimento Especializado), anexo a Unidade de Saúde Bom Pastor, informou a responsável. "Hoje esse atendimento ocorre de quarta á sexta-feira, das 8h ás 11h30, aqui na sede do SAE. É um exame de sangue, que caso a contaminação seja confirmada no primeiro exame, é realizado um segundo, esse que confirmará a suspeita ou não. Caso seja feito e um dê positivo e outro negativo é realizado um terceiro exame, só que de outra maneira, os resultados rotineiramente saem no mesmo dia", contou Tiane.

Número baixo

Na cidade são realizados mensalmente no SAE, cerca de 150 exames, fora os que são realizados no Hospital Regional de Araranguá (HRA) , UPA e nas Unidade de Saúde. "Normalmente em um mês o número chega a 150, ele nunca ultrapassou 200, mas nos 'postinhos' esse exame é próprio apenas para mulheres gestantes. Já no HRA e na UPA são feitos em casos de sintomas durante a internação ou outro diagnóstico. Esse número é muito pequeno, pois normalmente todos os anos são as mesma pessoas que vem e fazem o teste rápido".

Ela ainda destaca que grande parte desses exames são procurados por pessoas homoafetivas, pois alguns costumam manter relação sem o preservativo. "Quando surgiu esse vírus, as pessoas achavam que eles surtiam apenas em homossexuais, mas pelo contrário, qualquer pessoa que mantém relação sexual sem camisinha está propícia a se contaminar. Mas é visível que grande parte de quem procura os exames no município é essa parte da população. Inclusive dos 20 novos casos confirmados esse ano, oito são Gays", salientou.

ORIENTAÇÃO E SINTOMAS

Segundo a enfermeira, todas as orientações são relevantes. "Com certeza fazer sexo com preventivo é muito importante, mas é preciso ficar atento ao contágio pode ser feito com o contato sanguíneo entre uma pessoa que tem AIDS, acredito que todas as pessoas deveriam uma vez por ano. Caso seja confirmado a pessoa recebe alguns medicamentos controlados para o seu cuidado, é preciso ficar atento para com a saúde".

Alguns sintomas são o emagrecimento e a rotineira febre. "As vezes as pessoas acham que é apenas uma gripe forte que acontece todo o mês, mas as vezes pode ser um diagnóstico de AIDS", finalizou, Tiane.