"A união faz a força". O dito popular foi confirmado mais uma vez através das ocorrências que envolveram o encerramento das atividades do Hospital Santo Antônio, de Timbé do Sul, que fechou as portas ao atendimento para a população no dia 05 de julho por falta de recursos. A situação da comunidade e dos 16 funcionários e corpo médico, que não recebiam os salários há nove meses, foi abraçada pela equipe de jornalismo do Grupo W3, que se mobilizou no intuito de pressionar a prefeitura e o Governo do Estado na solução do problema. Por um lado, a prefeitura de Timbé do Sul não havia renovado um convênio que garantia cerca de R$ 15 mil mensais, utilizado principalmente para custear os honorários médicos dos plantonistas que atendiam em regime de 24 horas no hospital. De outro lado, uma emenda parlamentar assinada em 31 de março por quatro deputados do Sul no valor total de R$ 200 mil, que representava a luz no final do túnel, não foi repassada.

Mídia e Justiça reagem - Ao conhecer o problema, a equipe de jornalismo da W3 se empenhou na tarefa de fortalecer a pressão popular, e provocou o conhecimento do caso à promotoria pública da Comarca de Turvo, da jurisdição de Timbé do Sul. Em regime de urgência, a promotora pública da 1ª Vara de Turvo, Juliana Ramthun Frasson, instaurou a Ação Civil Pública pedindo providências imediatas. O pedido foi acatado pelo juiz Manoel Donisete de Souza, que determinou que em um prazo de cinco dias, o município de Timbé do Sul, através do seu prefeito Eclair Alves Coelho, renovasse o convênio, o que já foi feito. Também foi determinado que o Estado transfira sob pena de sequestro de valores e multa diária de R$ 10 mil, a importância de R$ 200 mil reais, referente ao convênio que chegou a ser celebrado, mas não foi depositado antes do prazo eleitoral por negligência da Secretaria de Estado da Saúde. Embora este valor ainda não tenha sido acertado, o MP garantiu aos funcionários a cobrança do valor, e afirmou que os funcionários poderiam voltar às atividades.

Boa notícia - Ontem, no final da tarde, os funcionários foram chamados pela diretoria, que trouxe a notícia da reabertura do hospital, marcada para amanhã. Segundo a Secretária Executiva do Hospital, Celir Panatto Netto, nem todos os 16 funcionários voltarão às atividades, e vagas nas áreas administrativa, enfermagem e serviços gerais serão abertas. Também o corpo clínico formado por médicos foi terceirizado, garantindo um atendimento qualificado e mantendo o plantão emergencial 24 horas. Após a reunião com os funcionários, os médicos também conversaram com a diretoria, e decidiram se manter atendendo no hospital: "Os salários atrasados ainda não foram pagos, mas a promotoria nos tranquilizou, garantindo que está fazendo as cobranças necessárias", explica Celir, que diz que hoje foi dia de faxina no hospital: "Estamos fazendo a limpeza e a desinfecção, e amanhã, a partir das 7h, estaremos abrindo as portas para a população, mantendo o atendimento 98% SUS", comemora.