Quem circular pelo calçadão de Araranguá na tarde deste sábado (7), durante o Dia Mais, pode se deparar com um cidadão envolto por uma bolha de impostos e taxas, visivelmente cansado de carregar este fardo. O “Pesadinho”, que acaba de ganhar às ruas, é o protagonista da campanha ‘Já está pesado demais’, liderada pela Fecomércio SC e encampada na cidade pelo Sindilojas em parceria com a CDL, OAB, Sindiconti e Aciva. Durante a manhã, o CG do personagem foi a Casa da Cultura, na Praça Nereu Ramos, em Criciúma.

O objetivo da ação é conscientizar a população sobre os impactos da possível recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF) e da pesada carga tributária em geral paga pelos brasileiros- a lista já chega a 92 tributos em vigor, que representam quase 40 % do PIB do país. “Estamos fazendo essa abordagem mais didática com os catarinenses na véspera do dia das mães, uma das datas mais movimentadas do comércio, para mostrar como a CPMF e outras medidas de cunho arrecadatório vão pesar do bolso de todos, o que pode frear a nossa economia e a competitividade, além de desestimular a circulação de dinheiro. Em um cenário econômico recessivo e de grande fragilidade política, é um retrocesso colocar em pauta a volta de um tributo que onera o setor produtivo”, pondera o presidente da Fecomércio SC, Bruno Breithaupt.

A população também pode participar da campanha usando a #cpmfnaoda nas redes sociais e por meio do site cpmfnaoda.com.br, disponibilizado no Canal de Articulação da Fecomércio SC para intermediar o contato do catarinense com sua base política. Ao assinar a campanha, o email do usuário é encaminhado à bancada catarinense, governador do Estado e a presidente Dilma Rousseff.

Combate histórico

A Federação e os sindicatos patronais são historicamente contrários ao aumento da carga tributária, posicionamento também adotado publicamente pelo Governador Raimundo Colombo e o Secretário da Fazenda, Antônio Gavazzoni. Só em Santa Catarina, a CPMF poderá retirar R$ 1,3 bilhão da economia, se aprovada com a alíquota de 0,2%.

O efeito da CPMF é especialmente prejudicial ao comércio e aos serviços que se encontram na ponta das cadeias produtivas. Por incidir sobre todas as movimentações, desde a compra do trigo até o pãozinho na padaria, deve afetar os preços para o consumidor final. Como a cobrança está incorporado aos custos de produção, não pode ser desonerada. Por fim, também representa uma dupla tributação, já que o recolhimento de qualquer outro tributo embute a sua cobrança.