Celebrar o Dia Internacional da Mulher, a cada 8 de março, é valorizar a cidadania das mulheres. Cidadania essa que vem sendo conquistada ao longo dos tempos, sob o amparo das teorias e lutas feministas que promoveram uma revolução social e cultural, silenciosa e pacífica.

Ainda que nem sempre bem vistas, especialmente por quem insiste em acreditar que o feminismo é sinônimo de guerra entre os sexos ou interesse de mulheres “mal-amadas” ou masculinizadas; essas teorias e lutas transformaram o padrão de comportamento de homens e mulheres nas sociedades ocidentais, modificando as estruturas de poder, antes, exclusivamente masculinas.

Falar sobre as Mulheres implica, necessariamente, falar de feminismo, entendido, então, como práticas reivindicatórias e denunciatórias que sempre procuraram dar visibilidade às várias maneiras pelas quais as mulheres eram/são oprimidas, visando estimular sempre a valorização das mulheres, promovendo a sua expressão social e política.

Celebrar o Dia Internacional da Mulher não significa simplesmente cumprimentar as mulheres pelo seu dia, ou presenteá-las com flores, como muito se vê; mais que isso, celebrar essa data é valorizar as conquistas das mulheres, construídas com muito empenho e determinação de tantas outras mulheres. É valorizar a autonomia feminina e a necessidade de continuar construindo uma sociedade que cada vez mais aceite a diversidade e respeite as diferenças. Assim, o que as mulheres esperam no dia 8 de março e em todos os dias é respeito a sua condição social atual, pois aquele modelo tradicional de mulher, reservado à vida doméstica e aos cuidados dos filhos e marido, desde o século passado vem mudando e várias outras imagens do feminino vêm sendo construídas.

Também é importante reforçar que as lutas feministas empreendidas até os dias atuais, no que tange ao direito à educação, ao direito ao voto, ao mercado de trabalho e em tantas outras áreas, que promoveram oportunidades e alteraram a qualidade de vida das mulheres e o imaginário coletivo, não podem ser esquecidas e tomadas como naturalizadas. É preciso valorizar essas conquistas e prestigiar quem se empenhou por elas. O cenário social que temos hoje, de mulheres atuando em todas as áreas, demonstrando autonomia e empoderamento, não foi alcançado naturalmente; houve sim, muito enfrentamento, debate e reflexão.

Continuemos então, refletindo, debatendo, construindo e fortalecendo, a cada dia, a cidadania das mulheres, tanto nos 8 de março, como demais dias, afinal, todo dia é dia das mulheres... e dos homens... de todos e todas. Cabe a todas nós Mulheres continuarmos a caminhada das que nos antecederam. Acreditando, ousando e participando... Sem medo de ser Mulher!!