Maísa Coutinho, 15 anos, Clara Silva Pacheco, 11 anos. Guardem estes nomes, pois tudo indica que, em breve, estas duas meninas estarão no topo da classificação do Campeonato Mundial de Pole Sports. É que ambas irão representar Araranguá na etapa brasileira, que ocorre nos dias 15 e 16 de junho, em Itajaí. A competição será classificatória para o Mundial que ocorre em outubro em Montreal, no Canadá.

A treinadora, Janiere Cunha, fala das expectativas e das chances reais de classificação das duas atletas. “As nossas atletas estão indo buscar uma vaga para o Mundial. A Maísa e a Clara já têm uma garantida, uma vez que elas são as únicas inscritas na categoria dupla juvenil, que é uma categoria nova. Então a vaga delas para o Mundial já está garantida e nós temos uma expectativa de pódio muito alta para elas, porque a dupla é realmente muito boa”, destaca.

E para o Mundial, elas não sonham baixo, o objetivo é conquistar a medalha de ouro. “O Campeonato é promovido pela Federação Internacional e tem regras muito rígidas, então elas precisam ser tecnicamente perfeitas para ter uma boa nota e se classificar no ranking mundial. Mas elas estão preparadas para isso, hoje elas têm a terceira melhor nota”, afirma Janiere.

Na etapa brasileira, junto com Maísa e Clara mais três atletas irão representar Araranguá. “Eu treino toda a equipe do estado, teremos atletas de todas as regiões disputando, mas de Araranguá serão cinco – e todas elas com chances de medalhas”, destaca.

Rotina de treinos

As duas meninas treinam o Pole Sport há mais de seis anos. “Cada coreografia é um desafio diferente, então cada campeonato é um nervosismo diferente e neste campeonato específico, as nossas expectativas são as melhores. Vamos competir tanto na modalidade individual, quanto em dupla e, em ambas, esperamos trazer muitas medalhas. Desta vez, o nosso objetivo é ouvir o hino brasileiro no pódio do Mundial”, destaca.

Clara começou a treinar aos cinco anos e hoje é destaque na sua modalidade. “Ela é a melhor atleta da idade hoje, no Brasil. A qualidade técnica dela é muito alta, tanto que na categoria, ela compete sozinha, porque dificilmente as outras treinadoras querem colocar seus alunos para competirem com ela, devido a alta performance. Mas eu sempre digo: ela treina igual todo mundo, o diferencial é o foco e a determinação que ela tem mesmo”, afirma.

Clara treina todos os dias e Maísa treina de três a quatro vezes por semana. “A gente não deixa nada de lado, porque se você se organizar, consegue dar conta de tudo. Nós mantemos nossa rotina de estudos normalmente, encaixando os treinos nos horários alternados. Treinar já um hábito para nós, porque nós crescemos assim. Não sabemos como é não ter nada para fazer depois que saímos da escola”.

E além do treino físico, as atletas também recebem acompanhamento psicológico e de um coach desportivo. “Para estar preparado para uma competição, um atleta precisa muito mais do que treinar o físico – a mente também precisa estar apta a encarar uma competição. Além disso, a base de tudo deve ser a família, o maior incentivo deve vir dos pais. E é desta forma que buscamos preparar os nossos atletas, com acompanhamento completo”, pontua Janiere.