Professor Daniel Smânia, o Palhuca, recebeu premiação inédita na região, e ganha destaque nacional com conquista no 14º Prêmio Guga Kuerten

Pela primeira vez na história do Vale do Araranguá, um projeto recebe o famoso Prêmio Guga Kuerten, que em sua 14º edição, reconheceu o trabalho desenvolvido na APAE de Araranguá pelo professor de Jiu-Jitsu Daniel Smânia, o Palhuca, entre os oito melhores projetos de fomento à inclusão social no Estado. O Projeto "Meia Guarda", que oferece a 60 dos 180 alunos da escola a prática do Jiu-Jitsu, vem desenvolvendo habilidades como disciplina, coordenação motora, foco, atenção, consciência corporal, peculiaridades que o esporte proporciona aos alunos, e que tem refletido muito efetivamente no desenvolvimento social e pessoal dos alunos.

A premiação, que aconteceu na última terça-feira, 23, no Teatro Pedro Ivo, em Florianópolis, teve a participação de Guga Kuerten, sua família, patrocinadores e imprensa, e também dos 11 projetos finalistas em todo o Estado: "Fomos o quarto projeto a receber a premiação, e quando subi ao palco, estava com o coração na mão", conta o professor, que diz que além do valor em dinheiro - R$ 3 mil, que serão investidos na aquisição de quimonos e de tatames - há o reconhecimento, que para ele, tem muito mais peso que qualquer valor monetário: "É um prêmio para pessoas boas que fazem coisas boas para outras pessoas. Uma vitrine muito importante para nós ", reflete.

Planos de futuro - Clarinda de Vila, diretora da Apae de Araranguá, foi a única autorizada a acompanhar Daniel na entrega do prêmio em Florianópolis. Assim como o professor, estava cheia de expectativas com a possível premiação. Agora que tudo passou e o prêmio do Instituto Guga Kuerten está em boas mãos, ela comemora, sabendo que a oferta voluntária do professor Daniel vem trazendo benefícios inefáveis aos alunos, e com a premiação, a estrutura desejada para melhorar ainda mais as condições do Jiu-Jitsu na escola: "O projeto já começou bonito, porque partiu do Daniel, foi uma ação externa voluntária. Logo que chegou, em abril deste ano, ele abriu a possibilidade a todos os alunos, sem exceção. Hoje, os 60 alunos que estão inseridos no projeto praticam o esporte por vontade própria. Nosso maior obstáculo hoje é a carência de materiais, como o quimono, que custa em média R$ 300 cada, e o tatame, com custo de R$ 60 cada placa, sendo que hoje precisamos de 60 quimonos e 70 placas", diz. Parte deste material será adquirido com o valor recebido no prêmio, que ainda é insuficiente, e por isso, doações são bem vindas. Para ajudar a incrementar o projeto, basta procurar a Apae de Araranguá ou o professor Daniel, pelo fone (48) 9668-0437.

Linda, como é conhecida, destaca o agradecimento ao Instituto Guga Kuerten, que ao longo dos anos, tem sido grande parceira da APAE de Araranguá: "Já recebemos Dona Alice, mãe do Guga, algumas vezes na escola. A Fundação Guga Kuerten é uma grande incentivadora da Apae de Araranguá, capacitando pessoal da entidade, investindo no laboratório de informática. Ficamos muito felizes em receber este reconhecimento da Fundação Guga Kuerten, que é uma grande referência na área de apoio social e inclusão", disse a diretora, que lembrou que a premiação ocorre na Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, o que faz com que o Prêmio Guga Kuerten recebido por Araranguá tenha um gostinho ainda mais especial.

Aliados na luta pela inclusão social, diretora da Apae, Clarinda de Vila e professor de jiu-jitsu, Daniel Smânia, vêem premiação como vitrine para ampliação do projeto