“Lucas Silva deve colocar nome de Araranguá no circuito”, garante Berti, idealizador do projeto “Sem Carências no Boxe”, na foto, ao lado do lutador

Desde muito pequeno, Lucas Silva, 16, sabe o que é enfrentar obstáculos e tirar uma lição positiva de cada dificuldade apresentada em sua vida. Membro de uma família instável, aos cinco anos ele descobriu o boxe como uma ferramenta para conseguir a sonhada vida melhor.

Os primeiros golpes, ele aprendeu com o lutador sombriense Patrick Teixeira, que na época, participava, junto com outro boxeador da região, Casca, de um projeto de valorização do esporte. Com Patrick, que hoje é considerado um dos melhores lutadores do Brasil e que já esteve na quarta posição dos melhores do mundo, Lucas aprendeu técnicas, disciplina e determinação. Com o fim do projeto, quase acabou para Lucas as chances de lutar.

Boxeador do Vale vai enfrentar adversários para título catarinense, e conta com apoio da população

Ele foi envolvido por empresários do ramo, que o levaram para São Paulo, onde teve que enfrentar mais dificuldades: fome, desamparo, falta de estímulo. Foram poucas as lutas que fez na Capital paulista, mas mesmo assim, ele trouxe do campeonato paulista a medalha de prata na categoria Peso Leve, de até 57Kg.

A falta de incentivo trouxeram o lutador de volta para o Sul, onde há cerca de 45 dias, encontrou o idealizador do Projeto Sem Carências no Boxe, Ricardo Berti, que praticamente adotou o atleta adolescente: “Hoje ele mora com a gente, estuda, treina muito, são mais de 3,5 horas por dia de treino. Ele é focado, determinado, inteligente, e tem um futuro muito bom”, elogia o professor, que diz que apesar dos patrocínios, que vêm impulsionando o projeto cada vez mais para a frente, é preciso garantir a alimentação diária do que ele vê como a promessa de um futuro campeão: “Ele precisa almoçar e jantar todos os dias, e por isso, estamos procurando um restaurante ou dois que queiram patrocinar a alimentação do nosso atleta”, explica o professor.

O sonho de virar um campeão da categoria durante o torneio “Cinturão de Ouro”, promovido pela Fecaboxe – Federação Catarinense de Boxe, ele traz dentro de cada luva usada no ringue: “Eu quero que meus adversários beijem a lona”, diz, determinado. A primeira etapa do Cinturão acontece dia 23 de junho – dia em que o pugilista completa 17 anos – em Balneário Camboriú, onde Lucas deve lutar com muita garra para enfrentar e vencer todos os adversários no ringue.

“Eu sempre quis lançar um nome do boxe em Araranguá, e que este nome fosse conhecido no cenário. Eu acredito que este nome é Lucas Silva”, garante o professor, que diz que qualquer pessoa pode ajudar nos custeios das viagens e no projeto – apesar dos patrocínios, que garantem a presença do atleta nas competições – além do apoio muito importante na alimentação. Para apoiar o trabalho de Ricardo Berti, o Sem Carências no Boxe, auxiliar na manutenção de Lucas ou mesmo apoiar a alimentação do menino, basta ligar para Berti através do fone (48) 9632-9497.

Lucas Silva