A arte ganha espaço e leva os apreciadores à reflexão. Duas obras da artista visual Cátia Hahn estão em exposição no Sesc de Araranguá. A mais recente tem formato de caixa e foi produzida em madeira e espuma expandida, contendo efeitos com luz neon, e leva o título de Iroko. “Minha pesquisa se baseou no mito da árvore sagrada, que existe em todas as culturas do mundo, onde acredita-se que a árvore é a conexão do mundo material com o mundo espiritual”, explica a artista.

Na cultura Ioruba existe o mito de que o espírito do senhor dos destinos, chamado Iroko, decidiu habitar a grande árvore Baobá, por isso, o respeito a floresta é tão evidente na África. No Brasil a tradição foi trazida pelos africanos que sincretizaram o mito na árvore gameleira branca. “Esta árvore não pode ser tocada. Somente uma vez por ano se cultua Iroko e todos fazem seus pedidos amarrando tecidos em seus galhos. A ideia de trazer Iroko habitando nesta caixa, além de despertar a espiritualidade, é resgatar o sentido de respeito as nossas florestas”, esclarece Cátia. A obra está em exposição até o dia 10 de novembro na unidade do Sesc.

Outra arte em evidência é “Conversas de WhatsApp”, onde, através de um rolo estendido de 3 metros e meio de comprimento, mostra um diálogo e leva à reflexão temas como memória, medo da morte e espiritualidade. “Trago à tona experiências pessoais entre questões de fé. A obra relata os últimos momentos antes da partida de um ente querido, a cumplicidade, as emoções e a certeza de um reencontro pós morte”, destaca a artista.

Cátia Hahn vive e se inspira na arte há anos e se dedica em produções exclusivas no Hahn’s Atelier. Atualmente ela é acadêmica do curso de artes visuais na Unesc, onde busca conhecimento constante e se inspira cada vez mais na produção de novas obras.

Fonte: Assessoria de Imprensa