Thais Gomes é historiadora e responsável pelo Projeto de Digitalização do Arquivo Histórico do Museu Histórico de Araranguá. Ela conta com o apoio da estagiária Carolina Mansilha, que está cursando Licenciatura de Artes. Nos próximos meses elas estarão envolvidas num trabalho minucioso e que devido ao processo, requer concentração em todas as fases.

Elas digitalizarão os documentos que fazem parte do acervo do município até o ano de 2021. O trabalho consiste em identificar o documento; posteriormente é realizada uma higienização parcial do material e na sequência, o documento passa por um scanner que arquiva as imagens em computadores.

Concluída esta etapa o arquivo é guardado na sua caixa original. Cada uma das 174 caixas do acervo contém entre 800 a 1200 documentos. No total, deste projeto, serão 140 mil documentos digitalizados até 2021. O processo que teve início em abril já digitalizou 17 mil arquivos.

Thais revela que nestes dias está trabalhando em telegramas, fonogramas e radiogramas, do ano de 1951. “Neste período eles estavam em função do trigo que estava em produção. Havia seca, falta de moinho e de transporte”, informa a historiadora.

Outro dado marcante neste ano foi um incêndio, que de acordo com os documentos, destruiu 49 casas em Turvo, oito engenhos, cinco paióis e 150 mil hectares de matas e lavouras. O fogo teria atingido Timbé do Sul, Praia Grande e Pedra. “Eles chamaram agrônomos e técnicos para auxiliarem na tragédia e até um avião da VASP veio auxiliar os flagelados”, contou Thais.

Em outros arquivos também deste ano havia estudos para a implementação de uma agência do Banco do Brasil na região e o Hospital Bom Pastor seria inaugurado e foi transferido o ato devido ao incêndio, entre outros fatos abordados nas correspondências.

O sucesso do projeto é devido aos investimentos do Governo do Município na Cultura. A aquisição de computadores e scanner agilizou todo o processo. Uma boa nova para o cidadão é a possibilidade de poder levar partes da nossa história, agora digital, através de um pendrive para seus estudos e pesquisas.

Esta é a terceira etapa do processo de digitalização que teve início no ano 2000. Mais informações no Departamento de Cultura, através do fone: 39 03 1881.

Fonte: Assessoria de Imprensa