Vivemos em tempo de grande circulação de informações. Hoje em dia, podemos saber tudo sobre a maioria dos lugares do mundo sem sair de casa. Mas, no meio de bilhões de pessoas, algumas não tem interesse pela cultura alheia, outras passam bons tempos pesquisando e admirando. Porém, existe uma terceira via que não se contenta com as novas tecnologias, preferindo a velha maneira de aprender sobre outros povos. Os viajantes.

É o caso do microempreendedor araranguaense, hoje em dia morador da cidade de Sombrio, Lucas Padilha. Aos 30 anos de idade, ele visitou a mesma quantidade em número de países, incluindo na conta as sete maravilhas do mundo moderno, anunciadas no ano de 2007 após uma votação de caráter informal de releitura às maravilhas do mundo antigo.

Segundo ele, desde os 18 anos tinha vontade de visitar vários lugares do mundo. A escolha pelas maravilhas foi por um caráter de singularidade. “São lugares que não são normais. Cada um deles tem a sua peculiaridade, são extraordinários”, revelou Padilha, que listou os locais que mais recomenda.

O local que Padilha mais indica é também o mais próximo. De acordo com o microempreendedor, Macchu Picchu, localidade peruana conhecida como “cidade perdida dos Incas”, tem como um dos principais atrativos o tempo em que tudo foi feito, no século XV, e a localização natural.

Em segundo lugar, ele recomenda as Ruínas de Petra, na Jordânia. O local consiste em uma cidade arqueológica esculpida em rocha no ano de 312 antes de Cristo. Em seguida, talvez um dos destinos mais conhecidos e recomendados para quem vai viajar, o Taj Mahal, na Índia. O ponto é um grande mausoléu construído pelo imperador Shah Jahan em memória a sua esposa Aryumand Banu Begam.

O Chitzen Itzá, cidade em forma de pirâmide construída pela civilização Maia, no México, também atraiu a atenção do viajante. “É tudo muito matematicamente feito para ser simétrico de uma maneira que até os sons correspondem exatamente quando ecoam e voltam”, explica. Por último, Padilha classificou o Coliseu, na Itália, a Grande Muralha da China e o Cristo Redentor.

O despertar da vontade

Perguntado sobre o motivo de tanta curiosidade em conhecer diferentes lugares e culturas, Padilha é categórico em deixar claro o seu respeito e interesse por todas as culturas existentes, mesmo sendo evangélico de criação.

De acordo com ele, uma das maiores vontade de conhecer o mundo veio das religiões. “Eu sempre parava para pensar e percebia que em cada canto do mundo, de acordo com as religiões novas ou antigas, existem costumes diferentes. Isso me incentivou a viajar. Não fui a todos esses lugares para me encontrar espiritualmente pois tenho isso muito bem definido, mas me interesso muito pelas culturas”, afirma.

Experiência que motiva o incentivo

Conforme Padilha, o ato de viajar pode não ser fácil, mas perde bastante dificuldade quando se há planejamento. Ele diz que as viagens são sempre baseadas em metas e planos.

Segundo ele, existem ações que podem facilitar toda a logística financeira de uma viagem. “É bom começar devagar, ir em lugares que ficam mais perto e depois ir traçando metas e se planejando bem. A busca por informações sobre o local sempre é importante também”.

Ele completou falando sobre estratégias de economia que podem ser tomadas nos destinos. “Existem coisas que podem baratear totalmente a sua viagem. Eu, por exemplo, quando chego em um local, vou ao mercado em primeiro lugar. Compro frutas e alimentos comuns para não gastar muito dinheiro em restaurantes”.

O viajante, que cumpriu as primeiras metas indo aos 30 países e sete maravilhas, diz estar motivado para novas conquistas. “Agora quero chegar na marca de 60 países até os meus 45 anos”, completa.

Fonte: Fotos: Arquivo pessoal