Quem passar pelo Balneário Arroio do Silva nos próximos dias irá respirar ares de uma das culturas mais queridas no extremo-Sul catarinense. O tradicionalismo Gaúcho, denominação dada às pessoas ligadas à atividade pecuária nas regiões dos biomas pampas, toma conta da cidade na 15ª Semana Farroupilha.

A série de eventos, organizados sem fins lucrativos pela Administração Municipal em parceria com entidades privadas, iniciou no último domingo, 10, e se estende até o próximo dia 20 com o objetivo de resgatar costumes e unir o povo.

De acordo com o prefeito Juscelino da Silva Guimarães, o Mineiro, os encontros são uma demonstração de carinho ao povo que habita e contribui para o município. “É um respeito ao povo gaúcho. Hoje em dia, sabemos que 80% da nossa população faz parte dessa cultura, por isso é importantíssimo termos esse tipo de evento”, conta ele que, bem humorado, também falou sobre a sua experiência ao vestir uma bombacha, vestimenta tradicional nos costumes do povo dos pampas. “É a primeira vez que os nossos cidadãos irão ver um Mineiro vestido de gaúcho”.

O secretário de Turismo da cidade, José Alberto Costa, o Beto, falou sobre a alta quantidade de pessoas de fora que o município receberá. De acordo com ele, não só cidadãos do Sul catarinense compareceram nos primeiros dias. “Já notamos aqui participação de pessoas de Imbituba, São José, Bom Jesus e demais municípios. No auge, acreditamos que de 20 a 30 mil pessoas circulem pelo evento até o fim”, explica.

Segundo ele, o movimento é de extrema importância para o fortalecimento de alguns setores municipais. “Esse movimento todo ajudará muito na economia de Balneário Arroio do Silva, pois ajudará no desenvolvimento e arrecadação, principalmente, do nosso comércio. O pessoal virá ao evento, se hospedará na cidade e consumirá nos estabelecimentos aqui instalados”.

O tradicionalista gaúcho Alinor Pires, conhecido popularmente por Seu Pires, que foi um dos fundadores do evento no município e é o atual patrão do acampamento, relata que o objetivo principal do evento é aflorar a cultura e unir o povo cada vez mais. “Temos muitos gaúchos aqui, mas nem todos são tradicionalistas. O melhor de tudo é que o pessoal vem e se interessa, cada um tem o seu piquete e nele faz a própria comida, traz a própria bebida, isso incentiva a comunicação e a colaboração entre as pessoas, que acabam compartilhando tudo e vendo que o tradicionalismo é uma ótima manifestação cultural”.

Ele também falou sobre a questão da evolução do evento, que iniciou pequeno e hoje toma grandes proporções. “Tivemos apenas dois piquetes nas primeiras edições dos encontros, e agora recebemos muito mais gente, isso é uma possibilidade maior de atrair uma quantidade atrativa de pessoas, que irão conhecer e se apaixonar pela nossa cultura”, finaliza.