Quem subiu ao palco na primeira noite do FAN - Fórum da ACIVA de Networking, que ocorreu nessa terça-feira, 15, foi o empreendedor Geraldo Rufino. Atualmente ele é presidente da JR Diesel, maior empresa de reciclagem de caminhões da América Latina com uma receita bruta anual de mais de R$ 50 milhões.

A história de Rufino é inspiradora. Suas primeiras investidas como empreendedor iniciou na adolescência, como catador de latinhas. Sua trajetória percorre caminhos como o de office-boy e vai à diretor de operações no PlayCenter. Mas além de ter vasta experiência quando o assunto é trabalho, um dos diferenciais de Rufino é a ampla bagagem em quebrar empresas - já foram seis vezes. Mas tudo isso ajuda a torna-lo ainda mais inspirador, pois além de tudo persistiu e aprendeu com seus erros e acabou se tornando um dos maiores cases de sucesso do país.

O Grupo W3 teve a oportunidade de realizar uma entrevista exclusiva com ele. Rufino analisou o cenário araranguaense e deu grandes conselhos para quem quer se tornar um empresário.

Confira:

Grupo w3: É a sua primeira vez aqui? O que tem achado da cidade?

Geraldo Rufino: Eu não imaginava que nesse pedaço do país, tinha uma coisa tão bonita. Já estive pela região algumas vezes, fui em Tubarão, Criciúma, mas sempre estive na correria. Aqui foi diferente, conheci o município, fui no Farol, visitei a praia do Morro dos Conventos, visitei vários lugares.   

Grupo w3:O que você espera do público araranguaense?

Geraldo Rufino: Eu sempre acredito em fazer a diferença. Minha intenção é impactar ao menos uma pessoa de Araranguá e ajudar a perceber a grandeza desta cidade. Potencial existe, os empreendedores estão aqui, o dinheiro só mudou de lugar. Espero que as pessoas saiam deste auditório melhor do que entraram, acreditando mais.  

Grupo w3: Estamos passando por uma crise em diversos setores no país, que tipo de recado o senhor daria para quem quer ser um empreendedor, mas tem medo da situação do Brasil?

Geraldo Rufino: A crise existe a vida inteira. Por conta de políticas desencontradas que tivemos nos últimos anos o dinheiro acabou acumulando em um lugar só. A “baixadinha” que nós demos nos últimos anos foi para pegar impulso para saltar. Está na hora das coisas serem diferentes, o dinheiro está pronto para circular. As pessoas precisam parar de esperar o chinês ou o europeu chegar, eles já investem em todo lugar e nós aqui estamos esperando a crise passar. Nós temos que reagir, trabalhar como um time, acreditar nas pessoas ou vamos trabalhar para quem está chegando. A crise não passa, a crise só muda de lugar.

Grupo w3: Anteriormente você disse que conheceu a cidade e que gostou muito do que viu,  mas agora com o olhar empreendedor, o que falta em Araranguá para que ela se desenvolva?

Geraldo Rufino: Começa com os empresários e com as pessoas que tem influência. Notei que aqui falta conexão entre as pessoas. Também falta que as pessoas com poder acreditem aqui, no povo daqui. Ao invés de comprar fora, traz para fazer aqui, falta bairrismo. Não basta mudar de lugar, de endereço, tem que mudar o comportamento.