Gabrieli Rocha, de 22 anos, costuma presentear os dois afilhados com ovos de páscoa. Mas nesse ano, com um pouco menos de dinheiro no bolso decidiu que irá ser mais modesta com o gesto. “Eu decidi que irei montar uma pequena sexta com bombons. Achei os preços dos ovos meio salgado”, confessa Gabrieli que está desempregada há alguns meses.

Situação parecida vive a funcionária pública Andresa Berdinoti, de 42 anos. Ela optou por fazer pesquisa nos preços antes da decisão de compra. “Estou pensando em comprar quatro ovos, mas estou adiando pra ver se consigo menores preços”, explica.

Consumidor deve fazer pesquisa antes de comprar

O alerta é do Procon de Araranguá. De acordo com a diretora do órgão, Cristiana Rzatki, a variação nos preços dos produtos pode ser de 60% a mais de uma loja para outra. “Uma observação importante a ser feita é que o peso dependo do número do ovo e cada indústria tem um padrão. Ao ponto que o número 18 pode ter variações diferentes no valor do grama, quando comparado com diversas marcas”.

Cristina ainda observa que “muitas vezes o cliente paga mais pela marca, o brinquedo dentro do ovo e pela embalagem do produto”.

Mercado está eufórico com a data

A aposta do mercado para o período de páscoa ganha reforço em uma microempresa de Meleiro que opera no mercado de doces caseiros há 14 anos. A pequena indústria possui 14 funcionários e contratou mais três profissionais temporários para dar conta da demanda. Tem um portfólio variado quando o assunto é chocolates. “Estamos otimistas com este ano de 2019. Esperamos um aumento de 40% nas vendas”, relata o empresário Savio Manenti, de 22 anos.

O carro chefe nos negócios da família Manenti é o ovo recheado de 450 gramas, que o ano passado foi comercializado a unidade por R$ 42,90. “Para esse ano a matéria prima está custando em média 8% a mais, mas, estamos estudando não repassar esse valor para o cliente final”, explica o empresário.

Uma das maiores redes varejista de supermercados de Santa Catarina tem compartilhado do mesmo otimismo. Só em Araranguá são três lojas. “Esperamos um incremento nas vendas entre 15% e 20%. Fizemos um repasse de 5% a mais no preço final dos ovos, porque nesse ano o produto ficou mais caro na indústria”, revelou o gerente da filial do centro da cidade, Vilson Costa.

O período de páscoa é a data mais esperada pela indústria de doces. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Chocolates (ABICAB), no ano de 2018 foram produzidas 11 toneladas de chocolate para a fabricação dos famigerados ovos de páscoa. E o resultado foi um faturamento de R$ 13,3 bilhões no Brasil. Um incremento de 23% quando comparado com o ano de 2017.

Fonte: Foto capa: barrazine