Um ano após os primeiros grandes protestos contra o governo Dilma Rousseff (PT), manifestantes voltam às ruas das principais cidades catarinenses neste domingo para pedir o impeachment da presidente. Em Santa Catarina, a previsão é de que os atos ocorram em mais de 32 cidades  e duas delas são da região. Araranguá e balneário Arroio do Silva estarão se mobilizando contra a corrupção também neste domingo.

As maiores aglomerações estão previstas em Florianópolis, Joinville e Blumenau, porém, até mesmo pequenas cidades como Arroio do Silva, com menos de 15 mil habitantes, reunirão manifestantes.

De acordo com os organizadores do movimento, a mobilização de pessoas é uma das diferenças entre os atos deste domingo e os três maiores protestos realizados no ano passado. Em março de 2015, foram 1,5 mil pessoas em Araranguá , número que caiu para dezenas em mobilizações que vieram depois.

Araranguá vai às ruas pedir redução do salário dos vereadores 

A expectativa de Renan de Bom, que integra a organização, é de que o público ultrapasse a mobilização do ano passado. Ele credita esse possível aumento da participação ao maior tempo de preparação — a data foi escolhida ainda no fim do ano passado —, à participação de um número maior de entidades – como a Associação Comercial e Industrial do Vale do Araranguá  (Aciva), Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Sindicato dos Contabilistas (Sindicont),Sindicato dos Lojistas (Sindilojas) e ao noticiário político das últimas semanas ligado à Operação Lava-Jato e ao ex-presidente Lula.

— O impeachment nunca esteve tão próximo. As pessoas desanimam quando protestam e nada acontece. Desta vez vai ser diferente. Todo mundo está acompanhando o que vem acontecendo — afirma De Bom. Em Arroio do Silva a manifestação acontece às 14h, com concentração prevista em frente ao posto de combustíveis na entrada principal da cidade. De lá, eles seguem em carreata até Araranguá, onde reúnem-se com os demais manifestantes para o grande ato com início às 15h. A concentração será o relógio do sol, no bairro Cidade  Alta . O evento terá trio elétrico, adesivação de veículos e entrega de panfletos. O movimento também vai pedir a redução do salário dos vereadores locais para 40%. A iniciativa é reflexo de reportagens recentemente publicadas pela Revista W3 sobre o aumento salarial dos edis que aprovaram projeto com reajuste de 21% em benefício próprio e depois da pressão popular nas redes sociais voltaram atrás da decisão.

Um levantamento realizado pela W3 mostrou em números que a produção de trabalho dos vereadores caiu em mais de 40% em relação aos últimos três anos, no entanto o salário e as despesas na Câmara só aumentaram durante este mesmo período. O caso gerou indignação e o ato deste domingo também será para colher assinaturas pedindo a redução do salário dos vereadores em 40%.