Levar o conhecimento da língua brasileira de sinais (Libras) para o maior número de pessoas possível, podendo assim diminuir a distância da comunicação dos ouvintes com os surdos é o objetivo da Oficina de Libras na Tenda Cultural Verão 2020. Os encontros ocorrem todas as quartas e quintas, às 20 horas.

Como intérprete e tradutora, Janete dos Santos Machado, tem o compromisso de difundir e ensinar sobre a cultura surda. É a primeira vez que realiza um trabalho como este na Tenda Cultural durante o período de férias e veraneio. Está surpresa com o engajamento da comunidade em aprender Libras.  “Tem sido ótimo a constância das pessoas, bem como suporte dado pela administração com os materiais para as aulas. Iniciamos com a história da comunidade surda e estamos adentrando no diálogo. O importante é ter a base e vontade. É na rotina que se aprimora o vocabulário, pois o surdo vai orientar e auxiliar”, conta Janete.

Janete trabalhava no comércio em 2009 quando decidiu investir em um curso de Libras para atender melhor os clientes surdos. Durante as aulas foi incentivada a fazer concurso para a educação estadual. Não era seu objetivo adentrar na educação, mas fez as provas. E passou em primeiro lugar. “Não deve ter sido ao acaso e desde 2013 trabalho em sala de aula. Já atuei na universidade federal no curso de engenharia e no Ifsc no curso de moda. Não parei mais na atuação como intérprete e tradutora”, recorda. Janete explica que o intérprete pode atuar tanto com a tradução simultânea quanto consecutiva, quando a pessoa fala e após memorizar repassa as informações. Já na tradução, o texto ou vídeo é traduzido para libras.

Para o prefeito em exercício, Evânio Íris Machado (Machadinho),a noção de Libras é essencial, pois o surdo se faz presente na sociedade e precisa do respaldo. “Cada vez mais é preciso avançar na inclusão, precisamos nos atualizar e reciclar. A oficina traz este estímulo”.

O secretário de Cultura, Jorge Cunha, diz que o objetivo é justamente chamar a população para a reflexão. “É um processo contínuo o conhecimento e a luta com a inclusão. Há muitas batalhas a serem vencidas, mas se cada um contribuir há a diferença”.

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Fonte: Assessoria de Imprensa