Sonhar, ter objetivos, se organizar para alcançá-los e ser um cidadão, estes são apenas alguns valores mencionados pelo Promotor de Justiça, Pedro Lucas de Vargas, em visita à escola Apolonio Irene Cardoso, localizada em Balneário Arroio do Silva.

O dia especial foi uma parceria do projeto OAB Vai à Escola e o projeto Cultivando Atitudes do Ministério Público de Santa Catarina. Cerca de 110 alunos do 6º e 7º ano puderam prestigiar a palestra do Promotor e da advogada, Tamires Nazário. Para Vargas, foi uma grande satisfação estar conversando com aqueles jovens, pois a escola possui um alto índice de alunos com delitos e problemas indisciplinares. “No início do ano, nós recebemos a diretoria desta escola no MPSC. Ela nos procurou para relatar as dificuldades enfrentadas aqui, em função do grande número de atos infracionais cometidos pelos alunos. Quando a Tamires - coordenadora do projeto OAB Vai à Escola - me procurou, convidando o MPSC para participar deste projeto, eu sugeri que a palestra fosse realizada aqui”, salienta.

A tarde iniciou com a palestra sobre direito penal, ministrada pela Drª Tamires. Houve também a distribuição da cartilha "Os Super Adultos de Confiança", cedida pela Coordenadoria Estadual da Infância e Juventude - CEIJ/TJSC. Logo após, o Promotor conversou sobre diversos assuntos com os adolescentes. A palestra iniciou com Vargas explicando como Ministério Público funciona de maneira didática, falou sobre noções de cidadania, e abordou temas mais pessoais como: sonhos, projetos de vida, criação de objetivos e os problemas causados pela droga. Ao final, os alunos foram presenteados com um kit do projeto Cultivando Atitudes.

OAB Vai à Escola

Com um ano de existência, o projeto já passou 19 de 20 escolas em Araranguá. O OAB Vai à Escola promove palestras e elabora cartilhas que abordam os temas: educação para o trânsito, direitos e deveres da criança e do adolescente, meio ambiente, noções de direito civil, penal e constitucional.

O projeto funciona através da participação voluntária de advogados da Subseção Araranguá, que ajudam a elaborar as cartilhas e visitam as escolas para conversar com os adolescentes. Até o momento, cerca de 5,2 mil alunos já tiveram a chance de conhecer o projeto.