Desde novembro do ano passado, a Prefeitura realiza o recadastramento imobiliário no município de Torres. De acordo com prefeitura, o trabalho começou pelos bairros Igra Norte e Sul por serem os mais desatualizados. “Este recadastramento é muito mais do que uma atualização de dados. Pela primeira vez a Prefeitura vai formar o Cadastro Técnico Multifinalitário. Com esta iniciativa, vão acabar-se as distorções na área, concretizando-se a justiça tributária. A previsão é de que até o fim do ano de 2019 o trabalho esteja concluído”.

A administração pede o apoio da população para que colabore com os servidores municipais durante a atualização cadastral. Eles estarão devidamente identificados com colete, crachás e vão circular em veículos oficiais da prefeitura. O imóvel é fotografado e o trabalho é executado a partir do levantamento aerofotogramétrico em Torres. “Todo imóvel que teve alteração física sem o devido cadastro na prefeitura, terá atualização cadastral. E tudo que é tributado vai ser registrado com fotos”, diz Paulo Tarachuck, coordenador do Cadastro Imobiliário da Prefeitura.

Ele explica que no atual momento, a Coordenadoria do Cadastro está realizando a identificação dos imóveis através de ortofotocarta, ou imagem aerofotogramétrica georreferenciada, que foi adquirida pelo município de Torres com o objetivo de realizar o recadastramento. O propósito é a inclusão de edificações e lotes irregulares aumentando a base tributária, e, em outras palavras, realizando a justiça tributária, devido aos inúmeros casos de distorções de valores de IPTU em virtude da desatualização cadastral.

Após a conclusão do bairro Curtume, as equipes devem atuar nos bairros São Francisco e Guarita. Paralelamente, a coordenadoria também vem atuando nas praias do Sul. Devido a atualização cadastral, é que a Secretaria da Fazenda esclarece à população, que não houve aumento do IPTU 2019. O valor do Imposto ficou limitado à atualização monetária prevista em lei. Foi aplicado o Índice Geral de Preço do Mercado-IGPM, de novembro de 2017 a outubro de 2018, que foi na ordem de 10,79%. “Alguns moradores do Igra queixaram-se do valor, exatamente porque seus imóveis já tinham sido recadastrados. Qualquer outro índice diferente de 10,79% resultou de alteração física no imóvel”, finaliza.

Fonte: Assessoria de Imprensa