A reunião realizada com prefeitos da região da AMESC (Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense) na tarde da última terça-feira, 16, na sede da entidade, serviu como uma tomada de posição. Depois de conhecer a opinião de cada um dos 10 gestores presentes, a entidade será contrária a implantação dos pedágios na região.

De acordo com o anunciado até o momento seriam duas praças na região: uma na divisa de Araranguá com Maracajá e a outra na divisa de São João do Sul com Passo de Torres, ou seja, num espaço de 50 quilômetros duas praças.

Segundo o presidente da Associação e prefeito de Sombrio, Zênio Cardoso, os prefeitos já estão cheios de problemas nos municípios e agora vem a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) trazendo esta “bela” notícia com a possibilidade de implantação de quatro pedágios de Tubarão até a divisa com o Rio Grande do Sul.

O presidente também citou que a Agência vai trazer um formato de consulta, como audiência pública, mas que a na verdade “eles vêm como todo o prato feito”. “Se não houver um grande movimento isto será implantado no ano que vem”, destacou Zênio.

Já o prefeito Mariano Mazzuco Neto, também contrário a instalação dos pedágios, disse que não deveria haver nenhuma praça na nossa região ser a menos populosa. “No atual momento em fim de mandato, pensamos que isto deveria ser tratado pelo próximo governo, com a definição de critérios e não agora num momento de transição”, estacou o prefeito.

A próxima audiência acontece amanhã, 18, em Criciúma. Será a vez do sul ser ouvido.

Engajados

Zênio não descartou uma mobilização com ida de prefeitos à Brasília. “Precisamos mobilizar a comunidade para reverter este quadro ou minimizar para que sejam implantadas menos praças na região”.

Segundo o prefeito de Araranguá, Mariano Mazzuco, não há necessidade para duas praças de pedágio. “Não deveria ter nenhuma por ser uma região menos populosa, com menos veículos entres as três regiões", finaliza.

Fonte: Assessoria de Comunicação