Tendo no serviço público de saúde a maior carga da insatisfação da população, fato comprovado por pesquisas de opinião realizadas regularmente pela administração municipal, o prefeito de Maracajá, Arlindo Rocha, passou a dar expediente, nesta segunda-feira, 18, no Centro Municipal de Atendimento a Saúde (Cemasas), onde se concentram os serviços e o Departamento Municipal de Saúde. A medida pode durar semanas, segundo prevê o prefeito, até que a situação se reverta.

"As questões administrativas, de fiscalização e dos serviços médicos estão definidas com o novo modelo de gestão que implantamos, calcado na transparência, no tratamento igualitário a todos, sem discriminações e com aplicação de recursos públicos com controle efetivo; oferecemos serviços de uma equipe ampla, muito maior a que existia antes de assumirmos, mas temos insatisfação popular pelo atendimento prestado e é isto que viemos acompanhar, in loco", explica o prefeito de Maracajá.

Desde as primeiras horas da manhã, Arlindo se dispôs a ouvir as pessoas que procuram o atendimento médico no Cemasas. Segundo o ele, uma das principais causas da insatisfação é o desconhecimento da população do que tecnicamente se chama de "competências". "O município tem competência e obrigação, de atender a saúde básica, de prevenção, ao Estado cabe os procedimentos e medicamentos de média e alta complexidade e à união procedimento ainda mais complexos, como transplantes, por exemplo", explica Arlindo.

Um dos pacientes atendidos nesta segunda-feira e que retornava para casa com muitas dores, aguarda por cirurgia por hérnia de disco. Segundo o diretor de Saúde, Diogo Copetti, é necessária a intervenção de um neurocirurgião. "Para cirurgia particular o médico pediu R$ 12 mil ", relata o paciente, que há oito meses enfrenta o problema, tendo ministrados, apenas, medicamento injetáveis para minimizar as dores. "Em oito meses foram 79 injeções, em média uma a cada três dias", relata, preferindo ficar em pé, para reduzir as dores.

"Vamos nos próximos dias e semanas, se necessário for, dividir nosso expediente na prefeitura para assuntos administrativos e no Cemasas para conhecer na prática as dificuldades dos pacientes e encontrarmos soluções", finaliza Arlindo Rocha.