A Associação Empresarial de Criciúma (Acic) reuniu na tarde desta quarta-feira, 30, representantes de sindicatos empresariais, Ministério Público, Polícia Militar, Câmara de Dirigentes Lojistas de Criciúma e Associação Criciumense de Transporte Urbano (ACTU) para discutir a liminar obtida pelo Ministério Público de Santa Catarina, determinando que as vias públicas do Estado sejam desbloqueadas. Também esteve na pauta a liminar concedida à Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) que libera a circulação de caminhões de indústrias associadas a federação.

“É importante que neste momento o Estado e a Polícia Militar, assim como o Exército, não meçam esforços, objetivando que as determinações judiciais sejam efetivamente cumpridas no menor espaço de tempo possível, tendo em vista o colapso social e os prejuízos incalculáveis de toda a ordem. A paralisação pacífica dos caminhoneiros passou para violenta e extrapolou seus objetivos”, coloca o presidente da Acic, Moacir Dagostin.

“Estamos observando que em outras regiões do país, mesmo que muito lentamente, as vias estão sendo desobstruídas e na região Sul a situação é mais complicada. Pontos como o de Imbituba, Jaguaruna e Terra de Areia continuam bloqueados”, acrescenta Dagostin.

Durante o encontro, os empresários se manifestaram mostrando sua preocupação com o desabastecimento de insumos à população e a falta de matéria-prima às indústrias, que estão com as suas produções quase que totalmente paradas. “Temos cargas de nitrogênio paradas nas rodovias, que se não forem liberadas provocarão falta de energia nos próximos dias”, alerta o empresário César Smielevski.

“No Sul, barreiras de Araranguá estão sendo desmobilizadas, os caminhões estão começando a ter trânsito. Uma informação que recebemos agora há pouco é de que um grande reforço está vindo de Florianópolis em direção a Imbituba, nosso principal gargalo. A partir do momento que conseguirmos as primeiras desmobilizações aqui poderemos iniciar o abastecimento, ao menos, para os supermercados entre hoje à noite e amanhã pela manhã”, relata o comandante da 6ª Região da PM, coronel Cosme Manique Barreto.

Ofício às autoridades

A Acic também enviou na tarde desta quarta-feira ofícios ao governador do Estado, ao comando da Polícia Militar e ao 28º GAC em Criciúma, solicitando que as decisões judiciais sejam cumpridas. A diretoria da entidade empresarial também se reuniu nesta tarde com o comandante do 28º GAC, tenente coronel, José Ribamar Candido de Souza Neto, para debater a situação.

Também no fim desta tarde, o presidente da Acic conversou com o governador do Estado, Eduardo Pinho Moreira, sobre a preocupação da atual situação. “Após todos os contatos com as autoridades, esperamos que a paralisação termine nesta sexta-feira”, conclui Dagostin.