Os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) de Maracajá vão conhecer, tecnicamente, quais são as competências municipais, estaduais e federais, quando se trata de atendimento médico. Uma campanha está sendo lançada pelo Departamento Municipal de Saúde para tornar o assunto mais simples, de forma clara e didática. “Na maioria das vezes estamos sendo cobrados por serviços que não são de nossa obrigação oferecer e como estamos mais próximos do cidadão acabamos recebendo críticas”, explica o diretor de Saúde, Diogo Copetti.

Um folder que está sendo distribuído à comunidade e, especialmente aos usuários do SUS, e baners instalados no Cemasas, explicando as competências de cada um dos entes são os a primeiros passos da campanha de esclarecimento, explica o diretor de Saúde. “O que se deve compreender é que nem todos os medicamentos ou serviços que o paciente precisa são de competência do município”, salienta Copetti.

Estas “competências” e a campanha de esclarecimento ele deve apresentar aos vereadores do município, na sessão da próxima terça-feira, atendendo convite proposto pelo vereador Guilherme Rocha e acatado pelo presidente Volnei Rocha.

Na escala “hierarquizada” do SUS, a administração municipal tem a obrigação de garantir, principalmente, os serviços de atenção básica da população, como aplicar vacinas enviadas pelo governo federal, consultas médicas com clínico geral, pediatra e ginecologista, consulta de enfermagem, pré-natal, preventivo do câncer de colo de útero, Teste do Pezinho e exames laboratoriais essenciais, como hemograma completo, glicose e parasitológico de fezes, entre outros.“É missão do município transportar pacientes para encaminhamentos de média e alta complexidade, como hemodiálise, exames e consultas de competência do Estado, entre outras”, acrescenta Copetti.

Sobre transporte nos casos de urgência e emergência, Diogo Copetti esclarece “a Resolução número 13, de fevereiro deste ano, do Ministério da Saúde, determina que deverá ser acionado o SAMU ou os bombeiros, que avaliam a vítima e a encaminha a hospitais que atendam pelo SUS e, nunca para estabelecimento hospitalar particular”.

O mesmo ocorre com ambulâncias da prefeitura. “O paciente que possui plano de saúde privado também é atendido, mas será levado a estabelecimento privado que também atenda pelo SUS e, não, com instituições apenas privadas, desrespeitando os princípios e diretrizes do SUS”, disse Diogo.

Fonte: Gilvan de França/Comunicação Prefeitura de Maracajá