Moradores das localidades de Encruzo do Barro Vermelho e Espigão da Toca, vereadores de Maracajá e Araranguá, Sindicato dos Mineiros de Criciúma e Regiões, administração municipal de Maracajá e a direção da Jazida Eckert estão mobilizados para encontrar soluções, até o dia 6 de setembro, para o impacto provocado pelo transporte de areia desde a extração na localidade de Rio dos Anjos, em Araranguá, afetando mais de 350 famílias em Maracajá. O prazo foi fixado em comum acordo entre as partes envolvidas, em reunião no gabinete do prefeito de Maracajá, Arlindo Rocha, nesta sexta-feira (11).

As famílias impactadas reclamam da poeira em excesso que as obriga a manter casas fechadas permanentemente, além de consequências à saúde de crianças e idosos, principalmente, e até danos às residências mais próximas as rodovias municipais das duas localidades por onde transitam caminhões da jazida. Acrescentam, ainda, o incomodo causado pela longa jornada da jazida, iniciando por volta de 4h e se estendendo além de 21 horas. “O impacto vai mais além ainda, há prejuízos ao patrimônio das pessoas e conhecemos casos de famílias que desistiram e foram embora de Maracajá”, ressalta o prefeito Arlindo Rocha.

Moradores, agentes públicos e a direção da jazida concordam que a solução passa pelo asfaltamento do trecho, de pouco mais de dois quilômetros e este é o objetivo final de todo o processo. O debate desta sexta-feira serviu, ainda, para que a empresa se comprometesse a proporcionar alguma contrapartida nos custos de pavimentação da rodovia que passa em Encruzo do Barro Vermelho.

O empresário José Eckert realizou levantamentos de contagem de tráfego nesta semana e constatou que sua jazida responde por cerca de 30% do impacto causado à vizinhança. Na próxima semana seus técnicos e engenheiros da prefeitura vão analisar projeto que existe para pavimentação e avaliar custos. “Até dia 6 de setembro vamos debater, se não tivermos solução, vamos estabelecer limites de pesos de veículos para o trânsito naquelas rodovias, a empresa vai utilizar outros trajetos e se resolve a situação”, finaliza Arlindo Rocha.