A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), por meio do Sesi Criciúma, realizou nesta sexta-feira, dia 28, mais uma edição do Café com Segurança. A ação teve como objetivo conscientizar as indústrias sobre a importância de combater situações que possam ocasionar acidentes de trabalho. O evento contou com a participação do juiz do trabalho e gestor regional do programa Trabalho Seguro, Ricardo Jahn. O evento lembrou o Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho, celebrado nessa quinta-feira, dia 27.

“O Dr. Ricardo é um defensor. Ele vem para nos direcionar. As empresas às vezes cometem erros por falta de conhecimento. É importante estas orientações que ele nos oferece. É disso que nós precisamos, desse diálogo que o Sesi está realizando para esclarecimentos dos seus colaboradores”, destaca o vice-presidente Regional Sul da Fiesc, Diomício Vidal.

É importante persistir na prevenção com relação aos acidentes por conta dos reflexos que eles causam, avalia o juiz. “Seja para o trabalhador, seja para as empresas, famílias ou governos. Uma empresa que tem um trabalhador acidentado muitas vezes pode estar condenada numa ação trabalhista e praticamente inviabilizar a sua atividade. Ao mesmo tempo colocar em risco a sobrevivência de uma família”, afirma Jahn.

“Nós temos que lembrar que possuímos apenas uma vida e sofrendo um acidente de trabalho podemos levar os reflexos do acidente para sempre ou quando resulta na própria morte”, complementa o magistrado. Durante a palestra, o juiz do trabalho como forma de conscientização apresentou a entrevista realizada com uma vítima de acidente de trabalho, um jovem de 21 anos.

A engenheira de segurança do trabalho e supervisora da regional Sul do Sesi, Migliane Réus de Mello, abordou em sua palestra o tema: Perícia Técnica Judicial. “As empresas têm inúmeras dúvidas quanto ao papel do perito e do assistente técnico judicial da empresa. Realizamos uma abordagem geral de como funciona a perícia e o laudo pericial para que as empresas estejam preparadas”, explica Migliane.

Fonte: Clara Fernandes