Promover a inserção no mercado de trabalho a partir da qualificação profissional, desenvolver um mapeamento socioeconômico do município, dar atenção às famílias que têm dependentes com cuidados especiais, idosos e crianças, dar acessibilidade aos órgãos públicos para portadores de deficiências e idosos, divulgar e garantir os serviços sociais nas comunidades, por uma equipe itinerante e dotar o quadro efetivo da administração municipal dos profissionais para operacionalizar as políticas públicas de assistência social.

Estas foram algumas das mais de 20 propostas levantadas pela Conferência Municipal de Assistência Social de Maracajá, realizada nesta quarta-feira (14), com participação de representantes de organismos da administração, usuários e entidades voltadas à promoção do serviço social. O prefeito Arlindo Rocha, na abertura da conferência, ressaltou que é fundamental interromper o “processo histórico” de praticar o assistencialismo e proporcionar a assistência social como direito e a partir de políticas públicas que fortaleçam o Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

Com o tema "garantia dos direitos no fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social", a conferência debateu quatro eixos: a proteção social não-contributiva; gestão democrática e controle social; acesso às seguranças socioassistenciais e a legislação como instrumento para uma gestão de compromissos. Para cada eixo foram elencadas propostas pelos grupos formados. Vanessa de Faveri e Suelen Zandonadi, representantes governamentais e Isolina Inácio e Maria Edite Pereira, de entidades não governamentais, foram eleitas delegados titulares e supentes à conferência estadual, marcada para ocorrer em outubro.

A presidente do Conselho Municipal de Assistência Social de Maracajá, Luciane Valnier, considerou o evento e os resultados obtidos como “muito positivos, superou nossas expectativas pela expressiva participação de técnicos, profissionais, servidores e usuários”, disse. Ela salientou a importância da palestra e coordenação da conferência pelo diretor de Assistência Social da Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho e Habitação, Ismael de Córdova, segundo ela fundamental para que os objetivos fossem atingidos.