Animais abandonados é um tema e problema em todas as cidades, ainda mais quando se trata de balneários como Gaivota, onde as áreas poucas habitas e mais afastadas do centro, são utilizadas para abandonar cães e gatos.

Depois de abandonados os animais começam a buscar abrigos em lugares escuros e de pouca limpeza e acabam, muitas vezes, em terrenos baldios e construções. Esse é um assunto bastante complexo e envolve a conscientização e sensibilidade das pessoas.

A médica veterinária da prefeitura de Balneário Gaivota, Gabriela Clezar começou um trabalho de levantamento de dados sobre os animais abandonados e uma campanha de educação ambiental quanto ao assunto “através das agentes de saúde conseguimos fazer um levantamento sobre os animais domiciliados e os de rua. Com estes dados em mãos poderemos ter os índices certos para qual tipo de ação devemos realizar para controlar o problema de abandono e maus tratos de animais no município” explica Gabriela ao lembrar que as estatísticas serão realizadas a duas vezes ao ano.

O trabalho de educação e conscientização envolve muito além dos esforços do governo municipal, associação e ONGs, pois passa diretamente com a educação de toda população em como lidar com o assunto “nosso trabalho agora será focado neste quesito, em munir a população de informações fundamentais para que não tenhamos problemas maiores no futuro” ressalta.

Segundo Gabriela, o município possuiu um convênio para realizar castrações em animais de rua e também para animais domiciliados, mas que seus proprietários estão situação de baixa renda “toda a triagem é feita aqui junto à prefeitura, tanto para os animais de rua quanto as informações para o formulário para de baixa renda, sendo que são castrados apenas as fêmeas”.

Programas de controle populacional costumam levar tempo, pois envolvem educação da população a respeito do tema “Estamos iniciando nossos trabalhos estão focados em termos resultados a médio e longo prazo”

Nas próximas semanas o grupo estará distribuindo um material com dicas importantes sobre o tema, bem como programar visitas e palestras nas escolas municipais tratando do assunto com os alunos e professores.

Fonte: Guilherme Scherer - Assessoria de Comunicação