Uma força-tarefa do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) interditou dois frigoríficos da JBS na região Sul. Segundo o MPT, as duas unidades, uma localizada em Morro Grande e a outra em Nova Veneza,  abatem aves e devem paralisar ações imediatamente devido à constatação de situação de risco grave à saúde e integridade física dos trabalhadores. A empresa do Grupo JBS suspendeu desde o início da manhã de hoje todas suas atividades e não tem previsão para voltar à funcionar.

Durante o período de interdição, os empregados devem continuar recebendo salário como se estivessem em atividades normais. O MPT informa que estão interditadas a maioria dos setores das empresas, que não poderão mais voltar à atividade até que regularizem as situações.

A Revista W3 manteve contato com a assessoria de imprensa do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) de Santa Catarina, em Florianópolis. Segundo informações do órgão, entre as irregularidades encontradas estão falhas no uso de equipamentos de proteção e até vazamento de amônia, o que pode causar infecção e morte dos trabalhadores.

Participaram da operação de fiscalização, quatro auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e dois representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT).

A Revista W3 tentou contato com os diretores da JBS sobre as medidas que deverão ser executadas e um possível plano de ação em atenção aos processos indicados. O silêncio foi a única resposta dada pelos diretores do frigorífico. Nossa reportagem também tentou sem sucesso contato com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação de Criciúma e Região, que representa os trabalhadores. Apesar das inúmeras tentativas, o presidente Celio Elias não retornou e não atendeu as ligações.

A empresa JBS prometeu enviar nota oficial, o que até agora não ocorreu. Em Morro Grande, estima-se que mais de mil trabalhadores estão de braços cruzados à espera de uma definição.