Rolando Christian Coelho
11/02/2020 10h52

O futuro dos vereadores afastados em Sombrio

Rolando Christian Coelho, 11/02/2020

O futuro dos vereadores afastados em Sombrio

Semana passada, Tribunal Superior Eleitoral negou recurso dos seis vereadores afastados de Sombrio, o que poderia possibilitar o retorno dos mesmos ao legislativo, até que o processo de cassação que corre contra eles fosse julgado em definitivo pela justiça eleitoral. Diante da negativa, restou a defesa de tais vereadores tentar uma liminar junto a justiça federal visando a retomada de seus cargos eletivos.

Nego Gomes (MDB), Carlinhos Gomes (MDB), Janguinha Duarte (MDB), Som da Garuva (MDB), Daniel Palito (PSB) e Fabiano Pinho (PSDB) mantém, agora, a expectativa de voltarem à Câmara através de uma liminar da chamada justiça comum, ou por conta de um julgamento que lhes seja favorável na justiça eleitoral. O problema é que não existe certeza nem quanto a uma coisa, nem quanto a outra. Se não conseguirem a liminar, o negócio dos vereadores afastados é esperar o julgamento no TSE. No entanto, se acontecer o julgamento, e este não lhes for favorável, os desdobramentos para todos poderá ser pouco saboroso.

O fato é que caso sejam cassados pelo TSE, e tenham acrescida a esta cassação algum tipo de pena de reclusão, por crime eleitoral, todos os envolvidos são passíveis de ficar inelegíveis, por conta da possibilidade de serem enquadrados na Lei da Ficha Limpa. De acordo com a Ficha Limpa, “a inelegibilidade de um candidato pode ser pedida por qualquer partido político, coligação, candidato ou pelo Ministério Público Eleitoral perante a Justiça Eleitoral”, pelos mais diversos casos. Dentre estes motivos, está “a perda de mandato por fraude eleitoral, arbitrada por um colegiado de juízes, desde que essa cassação seja acrescida de alguma pena de reclusão”.

PDT de Sombrio começará série de encontros

PDT de Sombrio irá realizar encontro na sexta-feira, à noite, na localidade de Garuva Nova. Na ocasião serão apresentados os pré-candidatos do partido à chapa majoritária e também proporcional. O PDT almeja realizar 12 encontros ao longo dos próximos meses, objetivando divulgar o projeto do partido com vistas à eleição deste ano. Em principio, o comando da sigla tem dito que irá lançar candidato próprio ao executivo. Diante da possibilidade de coligação com outra sigla, o presidente do partido, Celso Rogério de Souza, tem dito que “o PDT não tem preferência de coligação, caso as opções sejam o MDB ou o Progressistas”.    

Prédio da Amesc já começou a rachar

Prédio da Amesc, a Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense, em Araranguá, que foi inaugurado há apenas dois anos, já apresenta várias rachaduras. De acordo com o secretário geral da entidade, Moacir Rovaris, o contrato com a empreiteira que realizou a obra estipula uma garantia de cinco anos contra danos estruturais. Situações como esta, aliás, são extremamente comuns em nossa região. O prédio do Instituto Geral de Perícias, em Sombrio, também inaugurado há pouco tempo, já apresenta problemas estruturais e falha mecânica em seu elevador. Sabe-se lá por quê, mas obras públicas parecem fazer parte de uma categoria b, quando o assunto é construção civil.

Sede da CEF de Criciúma vai para Florianópolis

Sede regional da Caixa Econômica Federal, que fica em Criciúma, deverá ser fechada, e suas atividades anexadas à sede da CEF da Grande Florianópolis, na capital catarinense. Sendo assim, todos os projetos das prefeituras do Sul do Estado com o Governo Federal, que precisam do aval da Caixa, terão que passar a ser analisados em Florianópolis, aonde já são apreciados todos os projetos daquela região. Atualmente, os projetos das prefeituras via Caixa, aqui no Sul do Estado, levam de 18 a 24 meses para serem analisados e liberados. Expectativa é que, em sendo enviados para a capital do Estado, prazo de análise e liberação salte para 36 meses ou mais.

Terceira via em Sombrio sofre por excesso de ego

Composição de uma terceira via política em Sombrio, que fuja a tradicional dualidade entre MDB e Progressistas, tem enfrentando resistência entre os chamados “partidos menores”. Basicamente, o problema é um só: todas as demais siglas se acham no direito de encabeçar uma chapa majoritária, para rivalizar com emebedistas e progressistas. Neste contexto, se ressaltam Democratas, PSDB, PSL e PDT, todos convictos de que têm a pujança necessária para liderar um grupo de partidos do mesmo quilate eleitoral. Pelo andar da carruagem, no final da história aqueles dois que conseguirem se ressaltar dentre os demais acabarão concorrendo como vice do MDB, ou do Progressistas, e, quem sobrar, sobrou.  

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