Rolando Christian Coelho
07/10/2019 10h48

Enxugamento e combate ao crime é o foco

Rolando Christian Coelho, 07/10/2019

Participei nas últimas semanas de quatro encontros bem elucidativos: o primeiro com o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), em Brasília, e os outros três, em Florianópolis, com o vice-presidente da República, General Amilton Morão (PRTB), com o presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia (DEM), e com o Ministro da Justiça, Sérgio Moro. Em linhas gerais, todos eles deixaram bem claro o seguinte: o Brasil irá tomar um outro rumo, bem diferente daquele que vinha sendo pregado pelas administrações petistas.

O foco número é o enxugamento da máquina pública. Parece haver um consenso dando conta de que o Estado brasileiro está exageradamente pesado. Neste sentido, em princípio não serão poupados esforços para que cada vez mais a iniciativa privada ganhe peso nos processos de decisão da economia nacional. Na mesma onda de enxugamento, cada vez mais serão promovidas reformas para dar liquidez ao Estado. É nesta vertente que estão inseridas a reforma da Previdência, a Administrativa, a Tributária e tantas outras quanto forem necessárias para tornar a máquina pública uma empresa como qualquer outra.

O combate a criminalidade também é algo bastante claro, e defendido de forma uníssona por Bolsonaro, Mourão, Maia e Moro. As grandes organizações criminosas serão enfrentadas de frente, até serem desbaratadas e seus líderes presos. Pelo menos na teoria, é isto que orbita o pensamento daqueles que hoje comandam o Brasil. Interessante que eles não usam meias palavras para sentenciarem suas posições. Falam isto de forma aberta, escancarada, sem maiores delongas.

Não precisa nem dizer que as dificuldades para implementar as mudanças necessárias para que isto aconteça serão enormes, a começar pelo Congresso Nacional, berço dos interesses corporativistas, o que inclui, infelizmente, até mesmo a defesa de teses espúrias ligadas a criminalidade. Mas, esta é a paga da democracia. Ainda assim, melhor com ela do que a égide da mordaça.

Pedágios do Sul custarão R$ 4,22

Agência Nacional de Transporte Terrestre trabalha a passos largos para licitar as quatro praças de pedágio na BR 101, mapeadas para o Sul do Estado. Uma em São João do Sul, outra em Maracajá, uma terceira em Tubarão e a última entre Laguna e Imbituba. A de São João do Sul era para ser em Torres (RS), e a de Maracajá era para ser em Criciúma, mas as forças ocultas deram um jeitinho de colocá-las em nossa região. Em princípio, cada praça cobrará R$ 4,22 para veículos de passeio. O motorista que for de Passo de Torres a Florianópolis, ao voltar para casa terá pago R$ 33,76 só de pedágio. Interessante ressaltar que as praças de pedágio da Grande Florianópolis, do Vale do Itajaí e do Norte do Estado cobram apenas R$ 2,70. Nas regiões mais ricas, se cobra mais barato, nas mais pobres, se cobrará mais caro.

Primo Júnior da indicativo de que pode disputar ano que vem

Vice-prefeito de Araranguá, Primo Júnior (PL), diz que seu partido “está se preparando para a disputa majoritária e proporcional de 2020”. É a primeira vez que Primo Júnior ventila a possibilidade do PL postular a vaga de vice, ou de prefeito, ano que vem. Até agora ele só fazia referências ao desejo do partido de ter um bom grupo para disputar o legislativo araranguaense. Em princípio, fica subentendido que Primo Júnior estuda a concretização de um projeto ao executivo araranguaense, concorrendo, ele próprio, à prefeitura. Como o Progressistas detêm o comando do executivo e lançará candidato a prefeito, a exemplo do que deverá fazer o MDB, na condição de maior partido de oposição, são grandes as chances da Cidade das Avenidas voltar a ter três, talvez quatro candidaturas fortes à prefeitura, através do pleito municipal do ano que vem.

Está sobrando deputado candidato a prefeito em Criciúma

Deputado estadual Jessé Lopes (PSL) se lançou pré-candidato a prefeito de Criciúma. Disse que está a disposição de seu partido para a disputa. O deputado estadual Luiz Fernando Vampiro (MDB) também tem sido instigado por seu partido a assumir esta condição no município. Na mesma linha, o deputado estadual Rodrigo Minotto (PDT) já se considera como nome dentro do processo eleitoral criciumense para a disputa do executivo ano que vem. Interessante observar que, ainda que esteja filiado ao PSL do governador Carlos Moisés da Silva, Jessé Lopes não mantém relações políticas boas com ele. Já Vampiro e Minotto estão andando de pantufa dentro da Casa da Agronômica. Qualquer apoio que o governador declare a Jessé, não terá credibilidade. No entanto, se declarar apoio a um outro projeto, soará como ingratidão.

Colombo não comparece a encontro do PSD na região

Ex-governador Raimundo Colombo (PSD) não participou do encontro microrregional do PSD, promovido na sexta-feira à noite, em Sombrio, conforme previa programação do evento. No entanto, outras lideranças estaduais do partido, a exemplo do presidente da sigla, deputado estadual Milton Hobus, e do presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Júlio Garcia, compareceram ao encontro, que contou com a participação de 200 correligionários pessedistas. Em princípio, o PSD parece já ter superado o furação eleitoral que avassalou com partido ano passado. Além de não eleger Gelson Merísio governador, o PSD também não emplacou Colombo ao Senado e ainda viu sua bancada parlamentar cair pela metade, tudo por conta de articulações mal feitas e da Onda Bolsonaro. “O foco é 2020, para entrarmos com tudo em 2022”, ressaltou Júlio Garcia.

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