Rolando Christian Coelho
03/10/2019 09h17

Partidos tradicionais de SC estão perdidos

Rolando Christian Coelho, 03/10/2019

A vitória de Carlos Moisés da Silva (PSL) na disputa pelo Governo de Santa Catarina, ano passado, jogou um balde de água fria nos partidos tradicionais do Estado, de tal monta, que até agora eles ainda não conseguiram se secar. Mais que isto, Carlos Moisés foi também uma espécie de “espalha bolo” na política catarinense. Os grupos que existiam, simplesmente não existem mais. Diante da nova realidade, as principais siglas, agora, buscam se reassentar no mercado eleitoral, com foco na eleição municipal do ano que vem, e, por óbvio, na eleição estadual de 2022.

Oficialmente, partidos como MDB, Progressistas, PSD e PSDB se dizem fora do governo. Na verdade estão todos dentro, recebendo favorezinhos aqui e acolá da gestão estadual. Nada que lembre a algazarra promovida por governos anteriores. Se antes eram servidos banquetes, agora o negócio é se contentar com um café preto com bolacha. Como Carlos Moisés está utilizando a estratégia de cortar despesas para administrar com fluxo de caixa próprio, por ora não está precisando da Assembleia Legislativa para endossar sua administração. Tem que se cuidar, meramente, para não cometer deslizes técnicos, de modo a dar margem a um processo de impeachment.

Este enclausuramento do governador, é claro, deixa as sigla tradicionais totalmente perdidas, já que elas não tem aonde se encostar de forma efetiva. Sem Secretarias de Estado, sem diretorias, sem cargos em autarquias, e, principalmente, sem forte influência política, todos estão a espera de um milagre.

Não à toa a eleição municipal do ano que vem será tão importante. Será através dela que as siglas convencionais conseguirão se reaglutinar, tanto internamente, quanto através de coligações, para o início da construção de um projeto para 2022. Enquanto isto, o negócio é chorar e propalar autonomia em relação ao governo estadual, aproveitando para comer as migalhas que caem no chão, para não morrer de fome.

Rotativo de Sombrio já aliviou estacionamento no Centro

Mesmo sem estar sendo cobrado, por enquanto, estacionamento rotativo, no centro de Sombrio, já aumentou, e em muito, o número de vagas para automóveis. Ainda em fase de adaptação, a cobrança efetiva começará somente na próxima segunda-feira. De todo modo, já deu para ver que uma significativa parcela dos motoristas vinham utilizando as vagas de estacionamento no centro da cidade “apenas para bonito”. Em boa parte das vezes, donos ou funcionários de estabelecimentos comerciais que estacionavam carros os deixando durante todo o dia na mesma vaga, ajudando a prejudicar o fluxo de clientes em seu próprio comércio. Com o rotativo, pelo menos agora se sabe que quem estacionar no centro é porque, de fato, tem alguma coisa de útil para fazer lá.

MDB é o partido com maior número de pré-candidatos

MDB é o partido quem tem apresentado o maior número de pré-candidatos a prefeito, em nossa região, até agora, com vistas à 2020. Alguns já são estão nesta condição de forma declarada, como é o caso do ex-vice-prefeito de Santa Rosa do Sul, Geovano Candido Gomes, ou do ex-vereador de Timbé do Sul, Paulo Bernhardt. Outros são candidatos naturais, por conta de estarem exercendo mandato de prefeito e terem direito natural a reeleição, como é o caso do prefeito de Jacinto Machado, João Batista Mezzari, ou do prefeito de São João do Sul, Moacir Teixeira. Em pelo menos 12, dos 15 municípios de nossa região, candidaturas a exemplos destas, pelo MDB, já estão encaminhadas. O fomento a candidaturas próprias a prefeito, pelo partido, é fundamental para que a sigla tenha estrutura necessária para bancar um projeto a Assembleia Legislativa, por nossa região, em 2022.

Rocinha fechada é uma necessidade para conclusão da obra

É mais que compreensível revolta daqueles que utilizam a Serra da Rocinha, em Timbé do Sul, para seus trabalhos cotidianos, e que agora estão sem poder trafegar por ela por determinação do Dnit. A ordem do órgão é fechar a Serra para que a pavimentação da rodovia possa ser levada a diante. Todavia, se trata daqueles casos típicos em que a situação precisa piorar, para depois melhorar. A obra de pavimentação da Rocinha, por si só, já é demorada, pela complexidade da engenharia que a envolve. Se, além disto, a obra tiver que ficar sendo parada a todo momento para o tráfego de veículos, ai mesmo é que a coisa não anda. Muito melhor fechar e deixar o obra andar, do que deixar a serra aberta e viver eternamente a espera de sua conclusão.

Sem Mariano, dilema do PP será grande para 2020

Progressistas de Araranguá viverá um dilema e tanto caso o prefeito Mariano Mazzuco Neto, de fato, decline de sua candidatura à reeleição. De pronto, restarão dois nomes no processo: o do presidente da Câmara Municipal de Vereadores, Daniel Viriato Afonso, e o do presidente do Samae, e agora também presidente do partido, José Hilson Sasso. Mariano demonstra certa predileção por Daniel Viriato. Em entrevista que me concedeu há alguns meses falou isto textualmente. O comando do partido, no entanto, está nas mãos de Sasso, que não esconde seu desejo de concorrer ao comando da prefeitura. Em princípio, o que se especula é que, se dependesse meramente do diretório do partido, Sasso seria escolhido para disputar a prefeitura no lugar de Mariano. O peso político de Mariano dento do Progressistas, no entanto, precisa ser contabilizado neste processo de escolha. Questão é saber se o prefeito irá querer bater de frente com Sasso.

Os textos dos Blogs são opinativos e de responsabilidade dos autores. Não significa que a opinião expressada por eles seja a mesma do Grupo W3.

Recomendadas para você

Outras notícias