Rolando Christian Coelho
25/09/2019 09h24

Carlos Moisés: o queixo duro de quebrar

Rolando Christian Coelho, 25/09/2019

Quando o governador Carlos Moisés da Silva (PSL) assumiu o governo catarinense, o meio político disse que ele não duraria três meses sem acordo com a Assembleia Legislativa. Passados os três meses, o prazo foi ampliado para seis meses. Agora, já estão falando que ele não durará até o final deste ano. Em princípio, estes foram, e têm sido, os prazos dados para que o governador sente com os deputados para lotear seu governo, de modo a conquistar o apoio parlamentar necessário para governar o Estado.

Todavia, Carlos Moisés não parece muito interessado em agradar nem gregos, nem troianos. Até agora, só se meteu em três polêmicas. Uma ligada a destinação de recursos para hospitais filantrópicos, outra ligada a corte de repasses para a Assembleia Legislativa, Poder Judiciário e Tribunal de Contas, e outra ligada ao aumento de ICMS para defensivos e insumos agrícolas. Nas três situações, a intenção do governador não foi levada adiante. Todavia, também não houve prejuízo a sua gestão, pois tudo ficou, literalmente, como já estava no que diz respeito aos gastos e receitas governamentais.

Na verdade, Carlos Moisés da Silva não sofreu, pelo menos até agora, derrotas no parlamento catarinense. Quando muito, reveses. Em princípio ele apenas não emplacou desejos. Isto se dá, justamente porque o governador sabe que não pode entrar em bola dividida com a Assembleia. Se tentar obter aprovação de um projeto milionário para a realização de obras, por exemplo, provavelmente não terá êxito, será derrotado. Por conta disto, dirige com atenção para lá de redobrada.

Não precisa nem dizer que os deputados estão incomodados com isto. Eles deixaram de ser o centro das atenções para se tornarem coadjuvantes no processo político catarinense. Sumiram do mapa, já que as portas do governo não estão mais escancaradas. Enquanto isto, o governador economiza o que pode, e investe o que sobra, se utilizando meramente do Orçamento do Estado, sem a necessidade do beija-mão tão comum diante da incestuosa relação entre executivo e legislativo no país. Por enquanto, o famoso toma lá, da cá, está suspenso em Santa Catarina.

Unesc amplia sua presença em nossa região

Anúncio da Unesc, dando conta de que está definitivamente integrada a nossa região, com cursos presenciais a partir de 2020, em Araranguá, é uma notícia mais do que alvissareira. A qualidade de ensino da Universidade é reconhecida em todo o país, o que só engrandece o Extremo Sul Catarinense. Em princípio, a Unesc vem atuando com cursos de Ensino a Distância em nossa região, mas muito em breve ela contará com um campus dentro do Bairro Cidade Universitária, em solo araranguaense, com dezenas de ofertas em nível de ensino superior. Trata-se de uma significativa contribuição com o desenvolvimento de nossa região, que, a passos largos, e, apesar dos entraves que nos são impostos, tem conseguido estabilizar sua situação social e econômica de forma bastante concreta.

Bolsonaro alfineta meio mundo em reunião da ONU

Presidente Jair Bolsonaro (PSL) soltou o verbo, ontem, durante abertura de encontro da ONU, a Organização das Nações Unidas. Desceu a lenha na imprensa brasileira, celebrou o que ele classificou de “revolução de 1964”, e fez duras críticas àqueles que se utilizam “das catástrofes naturais da Amazônia” para desgastar seu governo. Neste sentido, enfatizou que “é uma falácia dizer que a Amazônia é um patrimônio da humanidade e um equívoco afirmar que a floresta é o pulmão do mundo”. Pode ter sido mal interpretado, mas quis dizer que a Amazônia, na verdade, é um patrimônio dos brasileiros, e ressaltar que, de fato, 55% do oxigênio da Terra é produzido por algas marinhas, não por florestas. Para a mídia brasileira e mundial, no entanto, isso é simplesmente irrelevante.

Eder Matos acredita que vereadores votarão a favor de Projeto

Prefeito de Meleiro, Eder Matos (PSB), diz acreditar que vereadores do município irão votar a favor de projeto do executivo, que revoga artigo da Lei Orgânica que possibilita a funcionários públicos municipais, aposentados, terem complemento de renda com recursos do executivo municipal. De acordo com a Lei Orgânica, o aposentado que não receber da Previdência Federal a integralidade de seu salário, aos mesmos moldes que recebia quando estava na ativa, tem direito a receber esta diferença diretamente da prefeitura. De acordo com Eder, se isto for colocado em prática, em pouco tempo o executivo estará inviabilizado. “Não se trata de querer ou não querer tirar este direito. Se trata de sermos responsáveis para não quebrarmos a prefeitura dentro em breve”, comenta o prefeito.

MDB de Gaivota tem chamado atenção de toda região

MDB da região está de olho na convenção municipal do partido que acontecerá em Balneário Gaivota, mês que vem. Trata-se do município aonde há as maiores divergências internas, em relação ao destino do partido ano que vem. De um lado há o atual comando, sob a tutela do presidente João Carlos Porto, que defende a tese de candidatura própria, e possível aliança com o PSDB. Do outro lado está o grupo do vereador Mano Godinho, que trabalha para que o MDB se alie ao Progressistas do prefeito Ronaldo Pereira da Silva. Independente do resultado da convenção, e do destino oficial que o partido deverá tomar, o MDB deverá entrar rachado no pleito municipal do ano que vem. O fato é que a sigla carece de um expoente maior para nortear seu horizonte, fosse ele qual fosse.

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