Redação W3
20/09/2019 09h56 - Atualizado em 20/09/2019 15h08

Uma pena que os Farrapos não venceram

Rolando Christian Coelho, 20/09/2019

Hoje se comemora o dia da Revolução Farroupilha. Trata-se de uma guerra travada por gaúchos e catarinenses contra o Império Central, que acabou sem vencedores ou perdedores. Em 1835 ela foi deflagrada, e em 1845 cessada, através de um acordo de paz firmado entre as partes.

A Revolução tinha ideais republicanos, em um país dominado pela monarquia. Rio Grande do Sul e Santa Catarina queriam liberdade, tanto política quanto econômica. Já éramos diferentes. Não nos contentávamos com migalhas, como ainda não nos contentamos hoje. Queríamos nossa independência.

Em que pese a manutenção da unidade territorial brasileira com o fim daquele movimento, o fato é que se os dois Estados do Sul tivessem conseguido sua autonomia naquele momento, hoje nossa realidade seria bem diferente. Uruguai, Argentina e Chile, que bancaram até o fim sua liberdade frente a monarquia espanhola, são provas disto. Teríamos um país muito menor, como são eles, mas sem sombra de dúvidas muito mais organizado, honesto e vocacionado ao desenvolvimento, sem os fardos que nos atravancam a vida.

Perdeu-se uma grande oportunidade, não por falta de esforço, mas por repressão mesmo. À época dos acontecimentos, o Brasil possuía 15 mil soldados em seu exército. Nada menos do que 80% deste contingente estava alocado no Rio Grande do Sul, e nas regiões serrana e Sul catarinense, promovendo sistemáticas articulações e ataques que visassem o fim do movimento revolucionário. Algumas conquistas foram conseguidas, mas acabaram sendo ofuscadas pelos desmandos, pela falcatrua, pela falta de bom caráter de uma significativa parcela daqueles que nos comandam, em todas as esferas de poder, Brasil afora. Foi uma pena os Farrapos não terem vencido. Permaneceu, por fim, o eterno ideal do querer algo mais para a vida, que, de fato, é algo tão valioso quanto a própria conquista almejada.

Podemos receberá as filiações de ex-integrantes do PSB

Filiados do PSB de Araranguá que deixaram, ou estão deixando o partido, já têm destino certo. Eles irão ingressar no Podemos, que, em nível estadual ficará sob o comando do ex-deputado federal Paulinho Bornhausen, que presidia o PSB catarinense, e deixou o partido por divergências ideológicas. De acordo com o ex-coordenador regional do PSB, toda a cúpula que comandava a sigla na Cidade das Avenidas migrará para o Podemos, “assim como a maioria absoluta dos filiados”. O vereador Luciano Pires, que é filiado ao PSB, irá esperar a abertura de uma janela de transferência partidária para promover sua mudança, ficando, com isto, imune a algum processo de cassação contra seu mandato, que possa ser movido por infidelidade partidária.

PDT e Podemos dizem que Diego Pires será do partido

O Podemos de Araranguá, que abarcará praticamente todos os filiados do PSB do município, está contanto como certa a filiação do vereador Diego Pires (PDT). Diego já disse que deixará o ninho brizolista para embarcar neste projeto político. Neste sentido, tem até mesmo participado de reuniões promovidas pelos ex-integrantes do PSB que estão indo para o Podemos. Interessante observar que um outro grupo político também está contanto com Diego Pires para dar início a um projeto de reestruturação do PDT araranguaense. Este grupo é comandado pelo vereador Neno Fontoura, atualmente filiado ao PPS, mas que migrará para o PDT, levando consigo uma constelação de políticos araranguaenses. Em princípio, Neno garante que o vereador Diego permanecerá no PDT. Nas fotos, no entanto, ele aparece ao lado dos integrantes do futuro Podemos.

Carlos Alano diz que está 100% fora da eleição de 2020

Citado pelo vereador licenciado Nego Gomes (MDB) como um dos pré-candidatos a prefeito de Sombrio ano que vem, empresário Carlo Alano (MDB) diz que está “100% fora de qualquer disputa eleitoral”. Nego disse que ele e Carlo Alano são os pré-candidatos do MDB à Prefeitura Municipal de Sombrio. Ressaltou que o partido terá candidato a prefeito, e que só precisa encaminhar o processo de escolha quanto ao nome. Carlo Alano tem sido estimulado pelos mais próximos a encarar uma disputa pelo executivo, projeto que contaria com o apoio integral do prefeito Zênio Cardoso (MDB). O empresário, no entanto, tem dito de forma sistemática que seu nome não está, em hipótese alguma, a disposição para qualquer pleito eleitoral.

Saúde de SC pode perder 40% de investimento federal

Integrante de movimentos parlamentares ligados a defesa da Saúde, deputado estadual José Milton Scheffer (PP) diz que pretende desencadear uma grande mobilização, na tentativa de convencer o Governo Federal a rever seus investimentos neste setor em Santa Catarina para 2020. Em princípio, há uma expectativa negativa de que o governo deva reduzir em até 40% o valor dos repasses para a saúde catarinense. Confirmado o percentual, ele seria o maior entre os Estados do Sul do país. Para o Rio Grande do Sul há uma previsão de corte de 22% e para o Paraná de 28%. De acordo com Zé Milton, os hospitais de nosso Estado não conseguirão manter suas portas abertas caso se confirme os cortes orçamentários inicialmente previstos. Ainda que deficitários, os repasses feitos através do SUS, assim como os convênios firmados entre o Governo Federal e nossos hospitais, são ainda o que os mantém em pé. Não fosse isto, estariam quase todos fechados.

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