Rolando Christian Coelho
18/09/2019 11h12

Criciúma leva mais porque pesa bem mais

Rolando Christian Coelho, 18/09/2019

Não é segredo para ninguém que o Extremo Sul Catarinense é o patinho feio do Grande Sul do Estado. Parece que tudo o que “não é” para acontecer, acontece aqui, quando o assunto são obras estruturantes. Para se conseguir um caminhão de asfalto do governo catarinense é um esforço danado. Historicamente tem sido assim. Nossas conquistas são muito demoradas, enfadonhas, se arrastam anos a fio até serem de fato realizadas.

Nosso oposto parece ser a região de Criciúma, onde as obras estaduais brotam do nada. A população de lá nem terminou de comemorar uma conquista, quando outra já é anunciada. Tem sido assim ao longo dos últimos anos.

A questão que envolve estes fatos, na verdade, é meramente matemática. É que Criciúma vale quanto pesa, e seu peso é grande, ligado diretamente a sua representatividade política. Enquanto em nossa região temos meramente um deputado estadual, na figura de José Milton Scheffer (PP), e nada mais que isto, a região carbonífera conta com Júlio Garcia (PSD), Luiz Fernando Vampiro (MDB), Ada de Luca (MDB), Rodrigo Minotto (PDT) e Jessé Lopes (PSL) no parlamento catarinense. Enquanto não temos nenhum deputado federal, eles contam com Geovânia de Sá (PSDB), Ricardo Guidi (PSD) e Daniel Freitas (PSL). Trata-se de uma diferença exacerbante, e, diga-se de passagem, sem precedentes.

A curto prazo, esta realidade não poderá ser mudada, até porque, representantes precisam ser eleitos. Nosso problema é que nossos eleitores primam por candidaturas de outras regiões, o que acaba sendo nossa própria sepultura. Criciúma não está errada em ser bairrista. Nós é que estamos errados em sermos tão serviçais.

Daniel Viriato vê embates como algo natural na Câmara

Presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Araranguá, Daniel Viriato Afonso (PP), diz encarar com naturalidade as discussões que vem acontecendo no plenário do legislativo municipal, em especial com o vereador Igor Borges (PV). De acordo com o presidente, o embate de ideias faz parte do processo democrático, e acaba ampliando os horizontes para o próprio crescimento da sociedade. “Desde que as regras da Casa Legislativa sejam respeitadas, não vejo problema nenhum num debate mais acalorado. É a oportunidade que se tem de dar luz às versões dos fatos, sejam eles quais forem”, comenta Daniel.

Gelson Merisio erra ao atacar Carlos Moisés muito cedo

Ex-deputado estadual Gelson Merisio, que deixou o PSD, começou a disparar sua metralhadora giratória contra o governo de Carlos Moisés da Silva (PSL), o ilustre desconhecido que o derrotou nas urnas no segundo turno da eleição catarinense do ano passado. Basicamente, Merisio tem acusado Carlos Moisés de ser inoperante. O ex-deputado, mais uma vez, está querendo comer cru. Não é a hora de ataques políticos, mesmo porque ninguém sabe ainda no que vai dar a gestão do atual governador. Gelson Merisio também parece não ter compreendido que a população catarinense votou em massa, tanto em Carlos Moisés para o governo, quanto em Jair Bolsonaro (PSL) para a Presidência, porque almeja mudanças. Mesmas mudanças que Merisio, efetivamente, não representa. Os catarinenses parecem não ter sido suficientemente claros ao digitar na urna, ano passado, um retumbante não contra a mesmice.

Processo contra Ricardo Guidi continua parado no TSE

Continua parado no Tribunal Superior Eleitoral processo interposto pelo Partido dos Trabalhadores, contra o deputado federal Ricardo Guidi (PSD). No processo, o PT pede que Ana Paula Lima (PT) seja diplomada deputada no lugar de Ricardo, por conta da validação de votos da candidata Ivana Lais da Conceição (PT), que no pleito de 2018 fez 491 votos à Câmara Federal. Tais votos foram anulados, mas, se computados, são suficiente para que o PT tenha legenda para eleger Ana Paula no lugar de Ricardo Guidi. Em agosto, o Ministro Luiz Roberto Barroso pediu vistas no processo e o julgamento foi suspenso. Ainda não há data para a retomada.

PL quer lançar entre 8 e 10 candidatos a prefeito na região

PL de nossa região tem prospectado a possibilidade de lançar entre oito e dez candidatos ao executivo municipal ano que vem. O partido trabalha com a expectativa de receber a filiação do prefeito de Meleiro, Eder Matos (PSB), que é considerado nome natural à reeleição, só que pelo PL. A sigla também considera fato consumado as candidaturas de Primo Júnior, em Araranguá, e de Gislaine Dias da Cunha, em Sombrio, ambos detentores dos mandatos das vice prefeituras em seus municípios. De acordo com a coordenação regional da sigla, também estão aptos a disputar os executivos de seus municípios, o ex-vice-prefeito de São João do Sul, Betinho Delfino, o ex-secretário de Administração de Praia Grande, Fernando Lummertz, e o vereador ermense Fabiano Roque. Expectativa é a de que o PL ainda possa construir projetos com vistas às prefeituras de outros dois à quatro municípios.

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