Rolando Christian Coelho
09/09/2019 08h17

Jusa acha difícil união com MDB em Sombrio

Rolando Christian Coelho, 09/09/2019

Jusa acha difícil união com MDB em Sombrio

Ex-prefeito e ex-presidente do Progressistas de Sombrio, José Antônio Tiscoski da Silva, o Professor Jusa, diz achar difícil uma união com o MDB com vistas ao pleito municipal do ano que vem. Na semana passada o atual presidente progressista, Daison Scheffer Cardoso, disse que seu partido procurará todas as siglas do município para conversar sobre a eleição de 2020 em nível local.  Questionado sobre a possibilidade de uma aliança com o MDB, Daison não descartou esta hipótese.

Jusa Tiscoski, por sua vez, diz que não vê, neste momento, a possibilidade de um estreitamento de relação com o MDB, ressaltando que, talvez isto possa acontecer “lá na frente”. De acordo com o ex-prefeito, “existe toda uma oposição feita ao governo do Zênio e não é tão simples assim esta manobra”, visando, por óbvio, a unidade. Ele ressaltou, no entanto, que o Progressistas está aberto para conversar com todos os partidos. Conforme Jusa, esta aproximação só seria possível se houvesse o interesse da grande maioria da base progressista.

A bem da verdade, colocar MDB e Progressistas do mesmo lado em Sombrio não é tarefa nada fácil. Os dois grupos políticos rivalizam em nível local há quase cem anos, através das famílias que os comandam. Ainda que os tempos sejam outros, e muitos já tenham pulado de um barco para o outro ao longo dos últimos anos, são muitas as arestas que ainda precisam ser aparadas para que uma união entre as duas siglas possa ser considerada natural. Uma tentativa neste sentido, feita em 2004, não deu certo. É provável que qualquer intenção para 2020 também seja frustrada. No futuro, quem sabe, a razão acabe dando lugar à emoção e isto se concretize.

Notas

PSL continua assediando políticos da região

Tropa de choque do PSL catarinense continua agindo na região, tentando cooptar lideranças políticas locais para o partido. Primeiro foram assessores do deputado federal Daniel Freitas (PSL) que fizeram convites a vários prefeitos aqui do Extremo Sul, para que eles se filiassem a seu partido. Ato seguinte, o próprio deputado formalizou tais convites. Agora é o Secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Lucas Esmeraldino, quem tem entrado em contato com lideranças políticas de nossa região, deixando as portas do PSL abertas para filiação. Na última sexta-feira, prefeito de Praia Grande, Henrique Maciel (PSDB), foi um dos visitados por Esmeraldino. Vale lembrar que Daniel Freitas e Lucas Esmeraldino fazem parte de grupos distintos dentro do PSL.

Briga de Bolsonaro com a Globo está novelesca

Se alguém pensava que a briga do presidente Jair Bolsonaro (PSL) com a Rede Globo era bravata, o desfile de 7 de Setembro, em Brasília, mostrou que não. Bolsonaro colocou ao seu lado, para assistir o desfile, nada menos que o empresário Edir Macedo, dono da Record TV, e do outro lado o empresário Silvio Santos, dono do SBT. De quebra, um pouco mais ao fundo, estava o empresário Marcelo Carvalho, um dos donos da Rede TV. O palco contou também com a presença de uma dezena de líderes religiosos das mais diversas denominações. Se a família Marinho sonhasse com isso um dia, chamais teria dado espaço para a divulgação de operações como o Mensalão e a Lava Jato, que, em última análise, foram fundamentais para tirar o PT do poder.

Já estamos em setembro e nada de Moisés aparecer

Caminhamos para o decurso do nono mês do ano e nada do novo governo de Santa Catarina mostrar sua cara em nossa região. Afora aquilo que já estava encaminhado, tudo continua como dantes, na terra da Abrantes. Problema é que, desta vez, as reclamações ecoam pelos quatro cantos do Estado. Na gestão do ex-governador Raimundo Colombo (PSD), pelo menos, a região serrana era só elogios, e o Oeste catarinense também não tinha do que reclamar por conta das interferências pontuais que Gelson Merisio fazia dentro do governo. Agora o apagão governamental é generalizado. Por ora, os únicos anúncios estiveram ligados ao aumento de impostos para tapar o furo de caixa do desgoverno. Promover liquidez na gestão estadual, no entanto, nada.

Senadores de SC não se manifestaram sobre Eduardo Bolsonaro

Procurados pela reportagem do Jornal O Estado de São Paulo, senadores catarinenses Dário Berger (MDB), Esperidião Amin (PP) e Jorginho Mello (PL) não quiseram abrir voto quanto a indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL/SP) para o comando da embaixada do Brasil nos Estados Unidos.  Por enquanto, 15 senadores disseram que irão abonar a indicação, e outros 29 disseram que votarão contra. Sete se disseram indecisos e 29 não quiseram responder, o que inclui os três catarinenses. É muito provável que pelo menos Amin e Jorginho acabem votando a favor, pela afinidade pessoal que mantém com o presidente Jair Bolsonaro (PSL), de quem foram colegas na Câmara Federal. São necessários 41 votos para que a indicação se confirme.  

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