Rolando Christian Coelho
03/09/2019 11h40

Será que Bolsonaro vai dar certo?

Rolando Christian Coelho, 03/09/2019

Se há uma pergunta que me tem sido feita desde o início do ano, ela é esta: “Será que o governo do Bolsonaro vai dar certo?”. Ela me é feita de modo geral, mas principalmente por aquelas pessoas que circundam o meio político, ou que são ligadas ao setor produtivo.

O fato é que o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) parece dividido em suas vertentes. Uma é bem clara, ligada ao desejo dele de fazer com que o Brasil deslanche. Por outro lado, Bolsonaro não tem meias palavras. É bronco, turrão, exageradamente sincero, e isto coloca dúvidas sobre sua gestão, afinal de contas, não é comum um político agir do modo como ele age.

Minha resposta, invariavelmente, tem sido a mesma: o governo Bolsonaro depende, acima de qualquer coisa, das reformas previdenciária e tributária para dar certo. Sem elas, nem o governo dele, nem o de nenhum outro presidente futuro conseguirá dar jeito no Brasil.

Independente de qualquer questão ideológica, um prefeito, um governador ou um presidente da República precisa de dinheiro para ter uma gestão realizadora. Não existe milagre. Se quiser construir uma rodovia, uma hidrelétrica, uma ferrovia, ou qualquer outra coisa que vá ajudar nosso país a se desenvolver economicamente, Bolsonaro precisará de dinheiro. Hoje, nossa realidade não permite sequer garantir comida para os recrutas do Exército. O orçamento deste ano só permitirá alimentação, para aqueles que estão alistados, até o final deste mês. Se um país não consegue dar um prato de comida àqueles que têm obrigação de defender a Nação, imagine o que se esperar do resto.

Só na base do discurso o governo Bolsonaro não terá êxito. Poderá até ser reeleito, na conversa, como foi Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em 1998, mas não se sustentará por muito tempo, como, de igual modo, não se sustentou FHC. Para, de fato, colocar em prática seu projeto, Bolsonaro precisará de recursos em caixa.

A reforma da Previdência é a maneira mais rápida de colocar dinheiro em caixa. A conta com o trabalhador, que teria que ser paga nos próximos anos, será adiada para as próximas décadas. É a mesma coisa que pegar um boleto que vence hoje e pagá-lo só daqui a dez, quinze, vinte anos. Não tem como não sobrar dinheiro. A outra maneira de colocar dinheiro em caixa é aumentando a base da arrecadação, através da reforma tributária. Só isto já garante a Bolsonaro mais uns três mandatos a seu grupo político. Caso aprove também a reforma administrativa, enxugando a máquina pública e criando planos de carreira em todas as esferas de poder, ai, até o neto do presidente será presidente também. Se nada disto for colocado em prática, pode ir arrumando as gavetas.

MDB do Sul quer Pedro Simon no comando nacional

MDB nacional realiza convenção para escolha de seu novo presidente dia 6 de outubro. Senadora Simone Tebet, do Mato Grosso do Sul, que era cotada para ser a candidata da oposição à presidência, aceitou compor com o ex-senador gaúcho Pedro Simon. Ele será o candidato a presidência do partido, e ela a candidata a vice na chapa. Atualmente, o MDB nacional é comandado por Romero Jucá e sua trupe, composta por figuras como Renan Calheiros, Jader Barbalho e companhia. Ex-governador catarinense, Eduardo Pinho Moreira, já disse que se não houver mudanças pulará fora do partido. Dificilmente Simon e Simone ganham.

Progressistas de Sombrio quer lançar candidato a prefeito já

Presidente do Progressistas de Sombrio, Daison Scheffer Cardoso, diz que seu partido apresentará ainda este ano o nome de seu candidato a prefeito do município. Oficialmente estão lançados, como pré-candidatos, os nomes do bioquímico e empresário Cristian Rosa e do vereador Peri Soares. Nada impede que outro nome surja no processo, como o do Secretário de Administração e Finanças de Balneário Gaivota, Jeferson Raupp. A escolha será feita pela cúpula do partido, baseada em conversações que se darão com a base da sigla. O Progressistas quer evitar os erros do passado, quando insistiu em lançar vários pré-candidatos, para se definir por um deles às vésperas da eleição. Daquele modo, a única coisa que conseguiu foi divisão partidária.

Custo da vice de SC pega muito mal para o PSL

Custo de mais de R$ 290 mil para manter a casa onde reside a vice-governadora catarinense Daniela Reinehr (PSL), destoa, e muito, da aparente austeridade demonstrada pelo governador Carlos Moisés da Silva (PSL). Vale lembrar que, em todo o Brasil, apenas Santa Catarina e o Maranhão, da família Sarney, mantém este privilégio a vice-governadores. Não que ela não deva ter uma residência oficial na capital, afinal de contas Daniela é do Oeste catarinense. Mas daí a ter uma estrutura desta magnitude, contando, até mesmo, com 14 policiais para sua segurança pessoal, já é demais. Os tempos mudaram, e a esperança é que os políticos também mudem.

MDB se aproxima cada vez mais do PP em Gaivota

Ala do MDB de Balneário Gaivota comandada pelo vereador Mano Godinho continua em franca conversação com o prefeito Ronaldo Pereira da Silva, do Progressistas, para uma composição majoritária que envolva os dois partidos. Em princípio, um candidato pela coligação que da sustentação a atua gestão municipal lançaria o candidato da prefeito, e o MDB indicaria o vereador Guidi Matos para compor como candidato a vice-prefeito. Há resistências dentro do MDB no que diz respeito a esta coligação, todavia, o partido também não se posiciona diante dos fatos, lançando, por exemplo, um pré-candidato a prefeito que pudesse unir a sigla. Paralelo a isto o PSDB articula a candidatura a prefeito do ex-vereador Kekinha Santos. Esperança dos tucanos é que o MDB os apóie.

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