Rolando Christian Coelho
30/08/2019 09h35

Novo comando do PSL está mais rigoroso

Rolando Christian Coelho, 30/08/2019

Presidente estadual do PSL, deputado federal Fábio Schiochet, disse que encaminhamentos de candidaturas de seu partido, com vistas à eleição de 2020, ficarão sob a tutela dos líderes regionais da sigla. No Sul do Estado, por exemplo, os comandantes do PSL serão o deputado federal Daniel Freitas e os estaduais Jessé Lopes e Felipe Estevam. Isto significa que intervenções vindas de líderes políticos do partido, de outras regiões, não terão validade por aqui, e vice-versa.

Objetivo de Schiochet é, literalmente, regionalizar as decisões do PSL, com base, é claro, nas determinações do comando estadual. Esta decisão visa evitar com que a base do partido se fragmente. Em outras siglas, por exemplo, é muito comum um deputado federal ou estadual, de determinada região, manter parcerias com líderes de seu partido de outra região. Isto acaba fragmentando a base partidária, e criando várias saias justas em momentos de decisão. De repente, um deputado federal lá o Oeste do Estado está se metendo em decisões que devem ser tomadas em um município como Praia Grande. É justamente isto o que o PSL quer evitar.

Esta normativa faz parte de uma espécie de pacote que Fábio Schiochet está implementando no PSL catarinense. A decisão de dissolver todas as executivas municipais do partido é outra imposição que visa normatizar a sigla. O fato é que, com vistas ao pleito eleitoral do ano passado, o então presidente estadual do PSL, Lucas Esmeraldino, ajudado pelo atual governador Carlos Moisés da Silva, saiu criando comissões provisórias, e diretórios do partido, em tudo quanto é canto. Em muitos casos, acabou faltando critérios, e os ruídos não tardaram a aparecer. O presidente atual quer arrumar a casa, no que está coberto de razão.

Jeferson Raupp pode não voltar ao PP por “ciumeira”

Secretário de Administração e Finanças de Balneário Gaivota, Jeferson Raupp, se disse surpreso “com a ciumeira” causada pelo anúncio de sua possível filiação ao Progressistas sombriense. Recentemente, Jeferson transferiu seu domicílio eleitoral para Sombrio, a pedido do deputado estadual José Milton Scheffer (PP). De acordo com o secretário, alguns integrantes da cúpula partido demonstraram certa resistência a esta possibilidade. “Minha família é filiada ao que hoje é o Progressistas há quase 70 anos. Não sou figura estranha ao partido”, comenta Jeferson, que acabou não levando adiante a filiação “para ver como as coisas irão se comportar daqui para frente”.

Zé Milton é homenageado por entidades ligadas a hospitais

Deputado estadual José Milton Scheffer (PP) recebeu homenagem da Associação e da Federação dos Hospitais Catarinenses, “pelos relevantes serviços prestados as unidades hospitalares do Estado”. Zé Milton é o autor da emenda que obrigou o Governo do Estado a destinar R$ 190 milhões aos hospitais filantrópicos catarinenses este ano, política esta que deverá vigorar, com valores ainda maiores, para os anos seguintes. O parlamentar também tem recebido elogios de entidades ligadas à agricultura estadual, por ter sido um dos primeiros a se manifestar contrariamente a imposição de 17% de ICMS sobre insumos e defensivos agrícolas no Estado. Pressionado por tais entidades, e pela Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa, da qual Zé Milton é presidente, o governador Carlos Moisés da Silva (PSL) voltou atrás de sua decisão de promover a tributação.

MDB quer candidatos a prefeito nos 15 municípios da região

Conversações preliminares dentro do MDB regional dão conta de que o partido pretende lançar candidato a prefeito em todos os 15 municípios aqui do Extremo Sul. Pedido é do presidente estadual da sigla, Celso Maldaner, que atribui o fato do MDB não ter chego ao segundo turno da eleição estadual catarinense à falta de força das bases do partido. Novo coordenador regional do MDB, prefeito de Jacinto Machado, João Batista Mezzari, o Gaiola, tem o mesmo pensamento. Emedebista convicto, Gaiola defende a tese de que o partido deva concorrer, mesmo em situações adversas. A lógica é simples: se houver disputa, mesmo com derrota a torcida permanecerá organizada.

Professora pede para envenenar presidente Bolsonaro

Semana passada estive em Brasília participando de um encontro com o presidente Jair Bolsonaro (PSL). Publiquei vários artigos a este respeito no Jornal Correio do Sul e também nas redes sociais, reportando o fato, de igual modo, em rádios da região e na TV Sul. Na minha fanpage pessoal tive a oportunidade de publicar um vídeo do local em que se deu o encontro com Bolsonaro. Na ocasião recebi vários comentários, a grande maioria de congratulações pelo acontecimento. No entanto, dois deles, de professoras, me chamaram a atenção. Uma das educadoras sugeriu que eu envenenasse o presidente. Escreveu ela: “Nunca te pedi nada... Três gotas de um agrotóxico permitido por ele em sua água é o suficiente”. Outra educadora, num total desrespeito ao profissional de imprensa, sentencia: “Meus sentimentos kkk”. Por sorte este tipo de índole é uma exceção dentro do magistério.

Os textos dos Blogs são opinativos e de responsabilidade dos autores. Não significa que a opinião expressada por eles seja a mesma do Grupo W3.

Recomendadas para você

Outras notícias