Rolando Christian Coelho
19/08/2019 09h21

Governador em rota de colisão com o PSL

Rolando Christian Coelho, 17/08/2019

Não é de hoje que o governador Carlos Moisés da Silva (PSL) não consegue se entender com seu partido. Antes mesmo de tomar posse teve que rever várias decisões que tomaria enquanto governador, por divergências ideológicas com a base do PSL, o que incluía a nomeação de determinados cargos comissionados de relevância.

A postura de Carlos Moisés dá a entender que ele não compactua com os princípios do PSL. A questão envolvendo a tributação sobre insumos e defensivos agrícolas pode ser considerado o maior símbolo desta falta de sintonia. A deputada federal catarinense Caroline de Toni (PSL), por exemplo, usou a tribuna da Câmara Federal para tecer durar críticas à taxação dos produtos agrícolas catarinense. Por tabela, não se constrangeu em esculachar o governador de seu próprio partido. Isto, aliás, não tem sido novidade quando o assunto são alguns dos deputados estaduais do PSL, a exemplo de Jessé Lopes, que prefere se manter aliado ao pensamento do presidente Jair Bolsonaro (PSL), e, para isto, também mantém uma postura crítica em relação ao governador.

O fato é que Carlos Moisés está muito mais para um típico social-democrata do que para um político de direita. É bastante claro, politicamente, que ele é fortemente influenciado pela geração Diretas-Já, da década de 1980. Com certeza se sentiria bem mais confortável se estivesse filiado ao MDB ou ao PSDB, mesmo PSDB no qual era filiado o presidente estadual do PSL, Lucas Esmeraldino, que, por pouco, não se filiou ao Partido Socialista Brasileiro, indo surfar, logo em seguida, na Onda Bolsonaro.

Neste conflito entre Carlos Moisés e o PSL, quem parece estar certo é o partido. Desde que se lançou em campanha nacional, o agora presidente Jair Bolsonaro sempre deixou bem claro quais são suas preferências no que diz respeito ao trato com a coisa pública. Ele é de direita e ponto final. Votou nele quem quis. Ele nunca escondeu seu apreço pela iniciativa privada, pela livre iniciativa, pelo agronegócio, etc e tal. Sempre foi muito translúcido em relação a estas questões. Sendo assim, se tem alguém na contra-mão da história, no que diz respeito aos conceitos de gestão pública, é Carlos Moisés, não o PSL.

Sem críticas, Rocinha será esquecida em Brasília

Obra esquecida, num primeiro momento, na pauta da reunião com Jair Bolsonaro (PSL), a Serra da Rocinha acabou se transformando no principal assunto discutido entre os parlamentares federais de Santa Catarina e o presidente da República na última quinta-feira. Nada que um bom puxão de orelha da imprensa comprometida com as demandas de nossa região não resolva. Vale lembrar aos políticos de Criciúma que o Extremo Sul está atento. Ninguém é obrigado a nos representar. Todavia, se assumir o compromisso com isto, que o faça bem feito. Se não o fizer, por certo que a cobrança virá pesada.

Chocolate assumirá Câmara de Vereadores em Arroio

Vereador arroiosilvense Paulo Martins Júnior, o Chocolate (PSDB), assumiu o comando da Secretaria Municipal de Saúde, no lugar de José Luis Oliveira, o Juquinha. Quem assume a vaga de Chocolate no legislativo municipal é o suplente Dionei de Souza Teixeira, o Moranguinho (PSDB). Nitidamente, os tucanos de Balneário Arroio do Silva, sob a batuta do presidente da Câmara Municipal de Vereadores, Everaldo Coelho Caetano, o Chapelão (PSDB), e do prefeito Juscelino Guimarães, o Mineirinho, recém filiado ao PSDB, estão construindo um sólido projeto com vistas à 2020. O enredo já parece totalmente pronto: Mineirinho 2020, Chapelão 2024. Se o partido conseguir um aliado de peso, o que não é difícil, precisará de um adversário com bastante coragem para enfrentá-lo ano que vem.

Minotto pode ser candidato a prefeito de Criciúma

Deputado estadual Rodrigo Minotto (PDT) diz que não tem considerado a possibilidade de disputar a Prefeitura de Forquilhinha, seu domicílio eleitoral. O parlamentar não descarta, no entanto, uma candidatura ao executivo de Criciúma, aonde, de acordo com ele, “a repercussão é bem maior, por conta do eleitorado e da cobertura da imprensa”. Em princípio, Minotto não parece preocupado em ganhar a disputa, mas sim em manter a popularidade de seu nome. O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, o tem incentivado a concorrer por Criciúma, seguindo a mesma lógica da maior repercussão.

Vice de Turvo diz que não disputará cargos em 2020

Vice-prefeito de Turvo, Edson Dagostin, o Pisca (MDB), diz que não pretende colocar seu nome a disposição para o pleito municipal do ano que vem. Ex-vereador com cinco mandatos no legislativo, e vice desde 2017, Pisca diz que “é hora de descansar”. De acordo com ele, a candidatura à reeleição do prefeito Tiago Zilli (MDB) “é algo natural e tem tudo para ser exitosa nas urnas”. Pisca, no entanto, diz que vai se recolher do cenário político eleitoral, por já estar atuando há mais de vinte e dois anos na linha de frente da política turvense. “Quem sabe no futuro, depois de 2020, eu reavalie essa posição”, comenta. A título de curiosidade, Pisca é o político de nossa região, em atividade, que mais tem mandatos eletivos seguidos. No final do ano que vem ele completará 24 anos no exercício do poder.

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