Rolando Christian Coelho
22/05/2019 10h04

Turismo, Defesa Civil e Deinfra já eram

Rolando Christian Coelho, 22/05/2019

Em princípio deverá ser colocada em votação, hoje, na Assembleia Legislativa, projeto de reforma administrativa do governador Carlos Moisés da Silva (PSL). Nitidamente, o objetivo da reforma é o de diminuir o tamanho da máquina administrativa, e o de concentrar mais poder nas mãos do governador, na medida em que várias deliberações governamentais poderão ser feitas por sua própria vontade, sem a aprovação do parlamento estadual.

Em meio aos cortes propostos, três situações chamam muito a atenção: a extinção da Secretaria de Estado do Turismo, da Secretaria de Defesa Civil e a extinção do Deinfra. É claro que estes setores não deixarão de existir dentro do governo, mas os trabalhos realizados através deles perderão muito de sua autonomia, o que é preocupante.

Santa Catarina tem sido escolhido ao longo dos últimos anos como o principal destino turístico do país. O sulista Vinícius Lummertz, que comandou o setor no Estado, chegou a ser Ministro do Turismo no governo de Michel Temer (MDB). Hoje ocupa a Secretaria de Estado de Turismo de São Paulo, no governo de João Dória Júnior (PSDB). Em princípio, dá a entender que os de fora estão dando mais valor ao turismo catarinense do que o próprio governo catarinense. Há de se ressaltar, que ainda que não disponha de muitos recursos para investimentos, a Secretaria de Estado de Turismo é uma ferramenta fundamental para congregar o trade de turismo catarinense, que, aliás, clamou por sua manutenção, sem êxito.

Extinguir a Secretaria de Estado da Defesa Civil parece outra incoerência, na medida em que se formos observar, vamos nos dar conta de que Santa Catarina é uma das unidades da federação com maior número de sinistros causados por desastres naturais.

A extinção do Deinfra é outro ponto da reforma para lá de estranho. Se com ele as rodovias do Estado já estão entregues às traças, imagine sem um órgão diretamente responsável pelo setor rodoviário.

Em relação a estas e a outras mudanças, não há o que fazer. Os deputados já fecharam acordo com Moisés. Reforma aprovada para lá, emendas e cargos de segundo escalão no governo para cá.

Passo de Torres investe em turismo urbano

Prefeito de Passo de Torres, Jonas Souza (MDB), dará ordem de serviço para a total revitalização do entorno da ponte pênsil de seu município, hoje, às 17h. De acordo com ele, ao seu término, a obra será um dos principais cartões postais da cidade. “Estamos realizando uma série de investimentos ao longo da avenida Beira Rio, com objetivo de fomentar cada vez mais o turismo no centro da cidade. Incrementar o entorno da ponte pênsil faz parte desse projeto, e com certeza isto atrairá muitos mais turistas a nosso município”, comenta o prefeito.

Eder Matos diz que não quer SC’s municipalizadas

Prefeito de Meleiro, Eder Matos (PSB), não quer nem ouvir falar em municipalização de rodovias estaduais. De acordo com ele, o executivo municipal meleirense não tem a mínima condição de passar a ser o gestor de rodovias que atualmente são de responsabilidade do Governo do Estado. Prefeito de Maracajá, Arlindo Rocha (PSDB), que é o atual presidente da Amesc, tem opinião contrária. De acordo com ele, através de convênios firmados com o governo estadual, as rodovias seriam melhor cuidadas, se estivessem sob a responsabilidade dos municípios. Eder acredita, no entanto, que, ao longo do tempo, os aludidos convênios cairão no esquecimento, mas os buracos nas rodovias não.

PSDB pode ter candidato a prefeito de Sombrio

A exemplo do PSC, o PSDB sombriense, que está irmanado ao projeto da atual administração municipal, diz que poderá ter candidato a prefeito ano que vem. Vale lembrar que os tucanos já bancaram uma candidatura ao executivo municipal em 2012. No embalo das candidaturas auto-suficientes, o PSL também ressalta que terá candidato à Prefeitura de Sombrio, independente de quaisquer outros desdobramentos. Afora isto, no município, haverá a candidatura natural de um representante da atual gestão, como também de um candidato do Progressistas, representando o maior partido de oposição.

Estados violentos rejeitam armas com população

Os dez Estados mais violentos do Brasil são: Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte, Pará, Amapá, Pernambuco, Bahia, Acre, Roraima, Rondônia e Tocantins. São aqueles Estados em que a bandidagem tomou conta. Pois acredite se quiser, com exceção dos governadores do Acre, Roraima e Rondônia, todos os governadores dos demais Estados supracitados assinaram manifesto solicitando que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) revogue decreto que flexibilizou a compra de armas, por parte de cidadãos comuns, para que estes possam defender suas residências ou empresas. Na prática, tais governadores, não querem armas nas mãos de gente de bem. E ainda há quem diga que o crime no Brasil não é organizado.

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