Rolando Christian Coelho
20/05/2019 09h21

Bolsonaro tem toda a razão

Rolando Christian Coelho, 20/05/2019

Presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse que o Brasil é um país ingovernável. A afirmação é a última coisa que se espera ouvir do presidente de uma Nação, ainda mais de uma nação multicultural e multirracial como a nossa, aonde, por questões sociais, a governabilidade já anda no fio da navalha. Não à toa todo presidente faz cara de bonzinho, como se nada tivesse acontecendo. Bolsonaro, no entanto, resolveu colocar o dedo na ferida, e, em princípio, parece querer ir para uma espécie de tudo ou nada no que diz respeito a seu projeto de governo.

A triste constatação desta situação, no entanto, é que Bolsonaro tem razão. O Brasil é um país de fato ingovernável. E é ingovernável porque ainda vivemos à época do descobrimento, lá nos idos de 1500, com a ordem social se estabelecendo na base do troca-troca. De lá para cá, mudaram os objetos, mas a lógica da manutenção do status quo é a mesma. O espelhinho e a faca dados para o índio viraram cargos públicos, emendas parlamentares e favores em licitações. Já o pau-brasil dado pelos índios aos portugueses virou a defesa da perpetuação de quem está no poder, através de uma série de mecanismos corporativos, representados por ações sindicais viciadas, ONGs mal intencionadas e ideologias de folhetim, que acabam dando sustentação àquela parcela do judiciário e dos parlamentos que só o que fazem é trabalhar em benefício próprio ou dos seus.

A grande verdade é que as ratazanas que entraram no navio de Cabral há 500 anos, só fizeram se multiplicar e exigir cada vez mais alimentos para suprir suas necessidades. Neste sentido estão cada vez mais vorazes e mais inteligentes. Nas últimas décadas instituíram um sistema de cooperação com o povo sem precedentes. Jogam migalhas ao chão em troca de apoio para se manter dentro do navio. Lá estando, roem o que podem, sem tomar conhecimento do comandante da embarcação, use este uma farda vermelha ou azul. O fato é que o poder no Brasil apodreceu. O que prevalece são meramente os interesses pessoais e corporativos, em detrimento do crescimento da Nação.

Zica diz estar descrente quanto a Brasília

Prefeito de Ermo, Zica Cadorin (PSD), que fez recente incursão por Brasília, junto com o vereador Daniel Borges (MDB), diz que voltou preocupado da Capital Federal. De acordo com ele, clima é de total desencontro no Governo Federal. “A nítida impressão que se tem é que não há uma sintonia dentro dos Ministérios e das Secretarias Nacionais. Um fala uma coisa em uma sala, e outro fala outra coisa na outra. Em sete anos como prefeito, é a primeira vez que não vejo um Norte a ser seguido no que diz respeito à esfera federal. É preocupante”, comenta Zica.

Moisés precisará bem mais que o MDB

Governador Carlos Moisés da Silva (PSL) já foi avisado que somente com o MDB não conseguirá a estabilidade necessária na Assembléia Legislativa. Ainda que o projeto de reforma administrativa deva passar nesta semana pelo plenário do parlamento catarinense, o governador precisará bem mais que os nove votos do MDB e dos seis do PSL para governador com relativa tranquilidade. Vale lembrar que o projeto de reforma que será aprovado não é o original. Ele foi retalhado pelos deputados, que fizeram questão de deixar seus “recados” na nova estrutura de governo que pretende ser montada. Para ter paz em sua gestão, Moisés precisa necessariamente se aproximar de forma definitiva do presidente da Assembléia, deputado Júlio Garcia (PSD). Ele é a chave para abrir as portas que ainda estão trancadas no parlamento estadual.

Heriberto aposta em 15 candidaturas na região

Coordenador regional do MDB, Heriberto Afonso Schmidt, diz que seu partido começará a se organizar, de forma mais metódica, com vistas ao pleito municipal do ano que vem, a partir da convenção estadual de 1º de junho. “Depois que o presidente estadual do partido for definido pretendemos dar início a uma série de reuniões nos municípios, para começar a traçar os rumos de 2020”, comenta Heriberto. De acordo com ele, em princípio o MDB deverá ter candidato em todos os 15 municípios do Extremo Sul. “Esta é a meta, que provavelmente será alcançada”, ressalta o coordenador.

Verbas novas para prefeituras só em 2021

Prefeitos da região que estão protocolando projetos na Capital Federal devem perder a esperança de ter os recursos destes liberados neste ano, ou no ano que vem. Ordem em Brasília é uma só, dando conta de que até o final de julho deste ano não haverá dinheiro para ninguém. A partir de agosto começarão a ser liberados recursos de projetos que foram aprovados em 2017 e 2018. No início de 2020 será dada continuidade a esta liberação, entrando em análise os projetos de 2019. No resumo da ópera, só haverá dinheiro para os projetos antigos, que foram aprovados na época do presidente Michel Temer (MDB). Em relação ao governo de Jair Bolsonaro (PSL), só haverá liberação a partir de 2021, até porque 2020 é um ano eleitoral, e, como de costume, nada funcional, ou por disposição legal, ou por malandragem, para não beneficiar este ou aquele.

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