Rolando Christian Coelho
10/05/2019 09h48

Dois pedágios na região é extorsão

Rolando Christian Coelho, 10/05/2019

O relatório da Agência Nacional de Transportes Terrestres, dando conta da instalação de uma praça de pedágio em São João do Sul, e outra entre Araranguá e Maracajá, é, sem mais delongas, um tapa na cara da população de nossa região. É também uma contradição sem tamanho do Governo Federal, que tem investido pesado em um planejamento estratégico para o desenvolvimento sustentável do grande Sul catarinense. Investimentos como o feito para a implantação do aeroporto de Jaguaruna, para a pavimentação da Serra da Rocinha, e mesmo a duplicação da BR 101, são parte de um plano federal para tentar tirar o Sul do Estado do atoleiro econômico. Se por um lado o próprio governo federal admite que precisamos de incentivo, por outro cria mecanismos para nos extorquir. Sim, não há outra palavra para justificar a implantação de duas praças de pedágio a menos de 50 quilômetros uma da outra, na região mais pobre do Estado, que não seja extorsão.

Há de se ressaltar que estão previstas outras duas praças de pedágio no Sul catarinense: uma em Tubarão e outra em Laguna. Por conta disto, o cidadão que for viajar de Passo de Torres até Florianópolis terá que pagar nada menos que cinco pedágios, levando-se em conta que já existe uma praça em Paulo Lopes. Deputados, prefeitos e vereadores do Sul do Estado não podem deixar este tema passar em branco. É preciso uma reação à altura por parte das autoridades que nos representam.

Jonas diz que MDB está em harmonia

Prefeito de Passo de Torres, Jonas Souza (MDB), diz que seu partido está navegando em águas calmas, com vistas à 2020. Desde a primeira eleição municipal de Passo, em 1992, a sigla foi marcada por vários altos e baixos, reflexo principalmente das divisões internas. “Estamos todos marchando no mesmo compasso, unidos e convictos de uma nova vitória ano que vem”, comenta o prefeito, que deve ir à reeleição, tendo o atual vice, Áureo André Henrique (MDB), como companheiro de chapa novamente. Tudo sem embates ou contestações, bem ao contrário dos velhos tempos.

Governador se reúne com Associações de Municípios

Governador Carlos Moisés da Silva (PSL) se reuniu ontem com representantes das 21 Associações de Municípios do Estado, para discutir a viabilização de projetos entre a governadoria e as prefeituras. O prefeito de Balneário Gaivota, Ronaldo Pereira da Silva (PP), participou da atividade, na qualidade de vice-presidente, representando a Amesc. Basicamente, a idéia de Carlos Moisés é utilizar as Associações de Municípios para que estas façam uma ligação direta entre as prefeituras e o governo. Elas seriam mais ou menos o que as Secretarias Regionais foram, no que diz respeito as questões administrativas. Convênios e projetos das prefeituras, por exemplo, seriam encaminhados ao governo pelas Associações. Cada Associação teria dois servidores do Estado a disposição para estes encaminhamentos. Este projeto está em fase de consolidação.

Benedet voltou a fazer roteiro político

Ex-deputado federal Ronaldo Benedet (MDB) está promovendo incursão por nossa região. Mesmo sem mandato parlamentar, tem se reunido com prefeitos e outras lideranças do partido, se colocando a disposição dos executivos e legislativos. Quer continuar contribuindo com a experiência adquirida ao longo de mais de 30 anos de vida pública. Em princípio, descarta qualquer possibilidade de disputar a Prefeitura de Criciúma ano que vem, e ressalta que projetos para 2022 têm que ser estudados “bem mais adiante”.

Trégua a governador deve terminar em julho

Fonte ligada a Assembleia Legislativa da conta de que a trégua dos deputados dos partidos tradicionais com o governo catarinense vai até o final do primeiro semestre. Passado o recesso de julho, o buraco deverá começar ser mais embaixo. O fato é que persiste uma total falta de sintonia entre o executivo e o legislativo estadual, que, simplesmente, não sentam para conversar sobre os destinos de Santa Catarina. A reforma administrativa mandada pelo governador Carlos Moisés da Silva (PSL) para a Assembleia, por exemplo, foi simplesmente entregue lá, e deu. Se por um lado o governo não tenta estreitar relações com os deputados, por outro os deputados não sabem nem como chegar ao governador, que mantém uma posição quase monárquica diante da política catarinense. Carlos Moisés lembra muito o ex-presidente Collor de Mello, enquanto gestor. Tem que se cuidar para não ter o mesmo fim.

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