Rolando Christian Coelho
17/04/2019 14h28 - Atualizado em 22/04/2019 11h29

Moares está enxugando gelo para Tóffoli

Rolando Christian Coelho, 17/04/2019

Decisão do Ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, de censurar a revista Crusoé, e o site O Antagonista, que divulgaram informações dando conta que o também Ministro do STF, Dias Toffoli, estaria entre os citados nas delações da Lava Jato, é uma espécie de canto do cisne do judiciário federal. Não é de hoje que pairam sérias dúvidas quanto a lisura das decisões do STF, esfera do judiciário encravada de indicações políticas, a começar pelos próprios Ministros que a compõe. O próprio Moares era ministro da Justiça do governo Michel Temer (MDB), quando foi indicado por este para o STF, ao passo que Dias Tóffoli, que foi advogado de campanha do ex-presidente Lula da Silva (PT), foi um dos indicados da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) para o cargo que ocupa.

Não obstante a isto, a decisão de Alexandre de Moraes, a pedido de Dias Tóffoli, é meramente um sopro diante de uma fratura exposta. A exemplo do que já aconteceu, e vem acontecendo com o legislativo e o executivo nacional, o judiciário também precisará mostrar a sua cara. A não ser que o STF acredite que a população engole pessoas como Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e o próprio Tóffoli. É óbvio que a casa deles, e de tantos outros, naquela, e em outras esferas do judiciário, irá cair.

A nova ordem mundial clama por democracia, pois só ela é capaz que dar a população a impressão de que tem poder de decisão sobre seu destino. Todavia, nenhuma democracia se sustenta com instituições corruptas, seja esta corrupção moral ou financeira.

Esta situação, no entanto, passa necessariamente pela chamara CPI da Toga, uma espécie de Lava Jato do judiciário, que já deveria ter sido instalada há muito tempo. O Brasil precisa passar um pente fino em seu judiciário, separando o joio do trigo. Se é para fazer um limpa em nossas instituições, que isto seja feito de forma ampla e irrestrita

Polvilhana será novamente em novembro

Prefeitura de Santa Rosa do Sul já está trabalhando na organização da VIII Polvilhana, que neste ano deverá ser realizada novamente em novembro, a exemplo de 2017. Até então, a festa que objetiva homenagear os agricultores, e em especial os produtores de polvilho e de banana, era realizada nos meses de junho ou julho, de anos pares. Problema é que a festividade acabava coincidindo com os anos eleitorais, causando uma série de transtornos, principalmente no que diz respeito a capitação de recursos para sua realização. Com a festa sendo realizada nos anos ímpares, a questão de ordem administrativa foi resolvida. No embalo, se optou pelo mês de novembro, que é mais quente, atraindo, por consequência, mais público. A tendência é que novembro seja o mês oficial daqui por diante.

TER/SC nega diplomação a João Rodrigues

Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina negou pedido para que ex-deputado federal João Rodrigues (PSD) tome posse no lugar do deputado federal Ricardo Guidi (PSD). Na última sexta-feira o Ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, concedeu habeas corpus a Rodrigues, o eximindo de uma pena por improbidade administrativa que o deixou inelegível ano passado. Sem a pena, e tendo feito mais votos que Guidi no pleito de 2018, o ex-deputado solicitou sua diplomação no lugar de seu colega de legenda, mas o pedido não foi acatado pelo TRE/SC. Ontem à tarde a defesa de João Rodrigues solicitou a Gilmar Mendes que determine ao TRE/SC que o ex-deputado seja empossado.

Gilmar Medes deverá acatar tese de Rodrigues

Situação envolvendo diplomação, ou não, de João Rodrigues no lugar de Ricardo Guidi só deverá ser definida na semana que vem. É que a defesa de Rodrigues direcionou seu requerimento, solicitando a diplomação dele, diretamente ao Ministro Gilmar Mendes, que está viajando e só volta depois da Páscoa. Nesta história, há dois pesos e duas medidas bem distintas. De um lado a Justiça Eleitoral já deixou claro que não quer João Rodrigues deputado. Já a Justiça Federal tem deixado brechas que ele tome posse no lugar de Ricardo Guidi. É provável que Gilmar Mendes determine a posse de Rodrigues, seguindo a lógica do habeas corpus que ele próprio deu, e que, na sequencia, o Tribunal Superior Eleitoral, tende reverter esta situação dentro do próprio STF.

PSL de Sombrio terá candidato a prefeito

PSL de Sombrio diz que projeto do partido no município é autônomo, e independe de quaisquer desdobramentos que possam ser desencadeados por outros partidos. Em princípio, o partido do presidente Jair Bolsonaro e do governador Carlos Moisés da Silva não pretende se aliar nem a situação, nem a oposição, buscando a construção de um projeto próprio, em defesa da mudança nos conceitos de se fazer política. Nem mesmo a propalada composição de uma terceira via política em Sombrio chama a atenção do PSL. Caso esta terceira via se confirme, cúpula do PSL diz que sigla será a quarta via no pleito eleitoral do ano que vem. Objetivo parece ser um só: marcar território e tentar chegar ao comando do executivo batendo na tecla da renovação total e irrestrita.

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